O papa Leão XIV anunciou neste domingo (11), ao fim do Angelus, que vai passar por cirurgia para retirar um nódulo no pulmão, identificado em fase inicial. O procedimento será no Hospital Policlínico Gemelli, em Roma, nos próximos dias, segundo o Vatican News.

O nódulo está bem localizado e circunscrito, segundo o papa. Ele decidiu operar seguindo recomendação da equipe médica, e a internação pós-operatória prevista é de cerca de uma semana.

O caso repercute também no Brasil, o país com mais católicos do mundo. São 100,2 milhões de fiéis, segundo o Censo do IBGE de 2022.

A fatia de católicos no país vem caindo. Eram 90% da população em 1980; hoje são 56,7%, segundo o IBGE.

Os evangélicos cresceram no mesmo período e hoje somam 26,9% da população brasileira. A mudança já aparece nas urnas.

Pesquisas recentes mostram a disputa do 2º turno também dividida por religião, com Lula mais forte entre católicos e Flávio Bolsonaro mais forte entre evangélicos.

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Mesmo assim, a maioria evangélica diz rejeitar política dentro do próprio culto, segundo levantamento publicado por nós em setembro.

É um país que reza menos, mas ainda reza em multidão.

Leão XIV já protagonizou outras repercussões globais em 2026, como quando rebateu Donald Trump sobre os riscos da inteligência artificial.

O que pesa além da saúde do papa

A saúde do papa é notícia em qualquer país católico, mas no Brasil ela chega num momento de disputa religiosa mais aberta do que há décadas.

A fé que já foi de 9 em cada 10 brasileiros hoje é de pouco mais da metade, e a disputa por esse eleitorado já entrou na campanha para o 2º turno.