Os Estados Unidos ameaçam suspender o sistema que fornece armas à Ucrânia para pressionar Kiev a parar ataques contra refinarias de petróleo da Rússia, informou o Financial Times neste domingo (11). Autoridades europeias dizem ter recebido ligações dos EUA cobrando o fim desses ataques.
A ameaça inclui interromper o compartilhamento de inteligência militar com a Ucrânia e travar o mecanismo Purl, a lista de necessidades prioritárias que Kiev usa para comprar armamento dos Estados Unidos, segundo o jornal britânico.
"Eles estão ligando para Kiev… Estão ligando para todo mundo [na Europa]", disse uma autoridade que recebeu uma ligação de um representante do Ministério da Defesa dos EUA, segundo a reportagem do Financial Times.
A agência Reuters não confirmou a informação de forma independente. A Casa Branca não respondeu a pedido de comentário até a publicação da reportagem.
A pressão americana veio horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar de surpresa um cessar-fogo energético entre Rússia e Ucrânia, que segundo ele entraria em vigor imediatamente. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que ainda aguardava os detalhes do acordo.
Segundo estimativa do Goldman Sachs citada pela CNN Brasil, os ataques ucranianos já retiraram cerca de 300 mil barris por dia da capacidade de refino russa. Nos EUA, os futuros de diesel chegaram a subir 2,5% no mesmo pregão.
É ritmo mais acelerado que o de outros derivados do petróleo.
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O petróleo Brent, referência internacional, operava a US$ 104,43 o barril em 9 de outubro, alta de 66% em 12 meses, segundo a Trading Economics.
É neste mesmo cenário de preços elevados que o governo brasileiro zerou o imposto federal da gasolina nesta semana, atribuindo a alta à guerra no Oriente Médio.
Os ataques ucranianos à infraestrutura de petróleo russa não são novos. Em junho, drones ucranianos atingiram um terminal de petróleo em São Petersburgo às vésperas de um evento econômico do presidente russo, Vladimir Putin.
O Brasil acompanha o conflito de perto. Em setembro, a Ucrânia pediu apoio do governo brasileiro na ONU para garantir rotas de navegação no Mar Negro, usadas para escoar grãos em meio à guerra.
O que acontece agora
Zelensky ainda não detalhou se aceita suspender os ataques às refinarias em troca das armas. A Casa Branca não indicou prazo para decidir sobre o Purl, e o cessar-fogo energético anunciado por Trump segue sem confirmação de Kiev.





























