A China aumentou a produção de frango em mais de 9% no 1º semestre de 2026 e amplia as exportações, segundo o g1. O país, hoje grande cliente do frango brasileiro, pode virar concorrente nos mercados do Oriente Médio e da Ásia.
Em setembro, a China caiu para a terceira posição entre os compradores do frango brasileiro, com 40,9 mil toneladas, atrás dos Emirados Árabes Unidos (45,9 mil toneladas) e da União Europeia (43,5 mil toneladas), segundo o g1.
Entre janeiro e setembro, o Brasil exportou 420,4 mil toneladas de frango à China, com receita de US$ 1,15 bilhão (cerca de R$ 5,73 bilhões), segundo o g1. A alta acompanha a recuperação do setor: as exportações de ovos também cresceram em setembro.
A queda de setembro não é falta de pedido. É perda de posição: a disputa já migrou para fora da China, para os mercados do Oriente Médio e da Ásia que o Brasil também abastece.
A explicação está no prato. O consumidor chinês prefere pés e asas de frango, enquanto o brasileiro busca peito, coxa e sobrecoxa, segundo o g1. É essa diferença de corte que mantém o comércio ativo entre os dois países.
Segundo o Rabobank, a produção chinesa de frango cresceu mais de 9%, após alta de 7% em 2025. De janeiro a maio, a China exportou 257,1 mil toneladas de peito de frango, corte menos procurado por seus consumidores, segundo a alfândega chinesa citada pelo g1.
A Gazeta do Povo cita avaliação do banco BTG Pactual segundo a qual mais oferta disponível para exportação significa "mais concorrência" e gera "pressão adicional sobre os preços globais do frango".
Publicidade
O avanço chinês ocorre num momento em que o Brasil já havia enfrentado outra barreira recente. A União Europeia chegou a suspender a importação de frango brasileiro por causa da gripe aviária, retomada semanas depois com a liberação de protocolos sanitários.
O que acontece agora
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta alta de mais de 10% nas exportações de frango em 2026, mesmo com o avanço chinês.
O setor espera que a disputa por mercados como Oriente Médio e Sudeste Asiático se intensifique nos próximos anos, à medida que a China amplia sua capacidade de embarque de carne in natura.





























