O papa Leão XIV, 71 anos, vai passar por uma cirurgia nesta semana para remover um nódulo detectado em estágio inicial no pulmão, segundo anúncio feito neste domingo (11) na Praça de São Pedro. A recuperação deve levar cerca de uma semana.
"Durante alguns exames médicos, os médicos encontraram um nódulo localizado no meu pulmão. Ele foi detectado em um estágio muito inicial e está bem localizado", disse Leão XIV.
Nódulos pulmonares costumam ser benignos: menos de 5% se revelam cancerígenos, segundo a Sociedade Torácica Americana. A cirurgia ocorre a semanas de uma viagem já marcada: entre 6 e 17 de novembro, o papa visita Uruguai, Argentina e Peru, países onde atuou como missionário.
O Brasil, porém, não está no roteiro, embora reúna cerca de 182 milhões de católicos, 13% dos fiéis do mundo e mais que qualquer outra nação, segundo o Estado de Minas.
A ausência contrasta com a proximidade que Leão XIV construiu com a Igreja brasileira. Em 12 meses de pontificado, ele nomeou 26 bispos para dioceses do país.
Ele também recebeu a diretoria da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) em uma audiência excepcionalmente longa, em janeiro. Na ocasião, a entidade convidou oficialmente o papa para o Congresso Eucarístico Nacional de 2027, em Goiânia, convite ainda sem resposta pública do Vaticano.
A relação também ganhou um componente político: em abril, depois de críticas públicas do então presidente americano Donald Trump ao papa, a CNBB saiu em sua defesa, afirmando que sua autoridade espiritual "não é guiada pela lógica do confronto político".
O atrito com Trump não é isolado: em setembro, Leão XIV já havia rebatido o republicano sobre os riscos da inteligência artificial.
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Naquele mesmo mês, brasileiros católicos na França acompanharam de perto uma viagem do papa à Europa.
O que pesa na próxima viagem
Uma visita ao Brasil é considerada provável no segundo ano de pontificado, mas sem data confirmada. A cirurgia desta semana não deve mudar o planejamento. A recuperação é de uma semana, e a viagem à América do Sul começa quase um mês depois.
Fica a dúvida sobre se 2027, ano do convite ao Congresso Eucarístico de Goiânia, será o ano em que o maior país católico do mundo finalmente recebe o papa.





























