O período eleitoral aumenta a exposição a discussões, conflitos e notícias divergentes, o que já desgasta a rotina de qualquer eleitor, segundo o Metrópoles. Para grupos que enfrentam discriminação, como pessoas LGBTQIA+, mulheres negras e indígenas, a preocupação costuma ser ainda maior.
A lista inclui LGBTQIA+, mulheres negras e indígenas, além de pessoas com deficiência, minorias religiosas e quem vive em situação de vulnerabilidade socioeconômica, segundo o Metrópoles.
“Quando direitos, identidade, segurança ou pertencimento aparecem repetidamente no centro de discussões públicas, algumas pessoas podem experimentar maior sensação de ameaça e entrar em um estado de hipervigilância”, explica a psicóloga Flávia Marsola, do Hospital Brasília, em Águas Claras.
Esse estado faz a pessoa permanecer atenta ao que pode acontecer. Podem surgir ansiedade, irritabilidade, tensão e dificuldade para se desligar das notícias, os mesmos sinais de alerta de ansiedade observados em outros contextos, segundo a psicóloga.
A psicóloga Danielle Ferreira, do Instituto Caminhar, em Brasília, afirma que a preocupação com eleição é esperada. O sinal de atenção aparece quando ela deixa de ser pontual e passa a ocupar a rotina da pessoa.
“Temos observado esse tema aparecer, inclusive, em processos terapêuticos, principalmente entre pessoas que temem que determinadas mudanças políticas possam representar a perda ou a restrição de direitos básicos, de proteção social ou de segurança”, afirma Danielle.
É essa sensação de ameaça, segundo as duas psicólogas, que intensifica a ansiedade.
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O que ajuda a não piorar o quadro
Acompanhar notícias e discussões políticas não é, por si só, um problema, segundo as psicólogas ouvidas pelo Metrópoles. A dificuldade aparece quando o consumo de informação se torna compulsivo, como checar redes sociais repetidamente ou acompanhar pesquisas o dia inteiro.
O 2º turno das eleições 2026 acontece em 25 de outubro, data que define a disputa pelo governo em seis estados além da Presidência.
Para a comunidade LGBTQIA+, o tema já aparece em debates sobre a importância do voto estratégico nesta eleição.





























