As borboletas do gênero Vanessa, da família Nymphalidae, usam cores vivas e um ciclo de quatro fases para sobreviver e manter o equilíbrio dos ecossistemas. Elas ajudam na polinização e no fluxo de energia das cadeias alimentares, com forte presença na Região Sul do Brasil.

Presentes em diferentes regiões do planeta, esses animais habitam campos e áreas florestais preservadas, além de praças e parques urbanos que também abrigam outras espécies raras, desde que haja vegetação e flores disponíveis.

Por que as cores das asas chamam tanta atenção?

As asas da Vanessa têm coloração conspícua, com tons de laranja, vermelho, marrom, preto e branco, uma combinação que cumpre papel central na comunicação entre indivíduos e na proteção contra predadores.

Em algumas espécies, as asas apresentam padrões circulares que se assemelham a olhos, chamados de ocelos. "Essas estruturas também podem desempenhar uma função importante na interação com predadores, contribuindo para mecanismos de defesa", explica o biólogo Rodolfo Ferreira, professor do Colégio Oficina do Estudante.

A parte inferior das asas costuma ser mais discreta, e a superior, mais colorida. Pousada, a borboleta esconde as cores chamativas; em voo, elas ficam evidentes.

"Esses padrões gráficos em formato de olhos podem desviar o ataque de um inimigo natural para as extremidades das asas, preservando regiões vitais do corpo da borboleta", detalha Ighor Fernandes, professor de Ciências Biológicas da Universidade Guarulhos (UNG).

Como funciona a metamorfose da Vanessa?

O desenvolvimento da Vanessa ocorre por metamorfose completa, chamada de holometabolismo, dividida em quatro fases: ovo, larva, pupa e adulto, também conhecido como ímago.

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Na fase de larva, o inseto se alimenta intensamente para acumular energia para a fase seguinte. "O termo mais adequado é crisálida, enquanto casulo se refere a uma estrutura de outros grupos, como certas mariposas", pontua Ferreira.

O gênero reúne 22 espécies e tem distribuição quase global, presente na África, na Ásia, na Europa e nas Américas. Entre as mais conhecidas estão a Vanessa atalanta e a Vanessa cardui, a borboleta-pintada, encontrada também no Brasil.

Outros insetos cumprem papel parecido no ecossistema: joaninhas e borboletas atraem polinizadores em jardins e hortas, e as abelhas seguem sendo essenciais para a polinização de boa parte das plantas cultivadas no país.