A safra brasileira de soja 2026/27 deve somar 181,8 milhões de toneladas, alta de 2% sobre as 178,3 milhões da temporada anterior, segundo projeção da consultoria Safras & Mercado divulgada nesta semana. A área plantada deve crescer 2,1%, para 49,5 milhões de hectares.

O ganho de produção vem principalmente da expansão de área, não de mais eficiência: a produtividade média deve cair de 3.692 kg para 3.689 kg por hectare.

Goiás é o destaque do crescimento, com área podendo aumentar até 7% e produção estimada em 20,6 milhões de toneladas. Parte das novas áreas, porém, deve receber menos investimento em adubo e insumos.

As três projeções do setor ficam próximas, entre 181,6 e 182,7 milhões de toneladas, sinal de que os analistas convergem sobre o tamanho da safra mesmo antes do plantio terminar.

Mato Grosso segue como maior produtor nacional, com 50,1 milhões de toneladas em 13,18 milhões de hectares, área que já havia sido anunciada pelo estado em setembro.

Mato Grosso do Sul deve colher 17 milhões de toneladas, e o Centro-Oeste somado chega a 88 milhões, mais da metade do total nacional. O analista Rafael Silveira, da Safras & Mercado, alerta que novembro, dezembro e janeiro "ainda podem apresentar" condições desfavoráveis às lavouras.

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O Mato Grosso já liberou o plantio sob alerta de El Niño no início de setembro, fenômeno que pode trazer chuvas irregulares na fase crítica da lavoura.

A produção maior ocorre num momento em que o preço da soja resiste por causa da demanda da China, ao contrário do milho, cujo preço caiu no mercado interno.

A colheita da safra 2026/27 só começa em 2027. Até lá, a estimativa pode ser revisada conforme o clima e o ritmo do plantio nos próximos meses.