Investidores vão acompanhar, entre 12 e 16 de outubro, o Boletim Focus, dados de atividade do Brasil e a inflação ao consumidor dos EUA. Os números chegam três semanas antes da próxima reunião do Copom, marcada para 3 e 4 de novembro, segundo o Valor.

A Selic está em 13,75% ao ano desde 17 de setembro, após o Copom reduzir a taxa por cinco vezes seguidas em 2026, sempre em 0,25 ponto percentual, partindo de 15%.

No Brasil, o feriado de Nossa Senhora Aparecida, na segunda-feira (12), fecha os mercados e adia a divulgação do Boletim Focus para terça-feira (13). O volume de serviços de agosto sai na quarta (14), e as vendas do varejo do mesmo mês, na quinta (15).

Na sexta-feira (16), o IBC-Br, indicador do Banco Central que funciona como uma prévia do PIB, fecha a semana de dados domésticos.

Nos Estados Unidos, a inflação ao consumidor sai na quarta (14) e a inflação ao produtor na quinta (15), junto com o varejo americano. A produção industrial é divulgada na sexta (16).

O Livro Bege, resumo das condições econômicas nos distritos do Federal Reserve, também é revelado na quarta-feira, assim como os dados de inflação ao consumidor e ao produtor da China, na noite de terça.

O que muda no bolso do brasileiro

O IBC-Br e os números de varejo ajudam o Copom a medir se a economia ainda está aquecida o bastante para sustentar novos cortes de juros. Selic mais baixa tende a baratear o crédito e o financiamento, mas também depende da inflação nos EUA.

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Juros americanos mais altos reduzem a vantagem de quem investe em títulos brasileiros, pressionam o dólar e podem azedar o apetite por ativos de países emergentes como o Brasil, incluindo os sinais que o Fed já deu sobre manter os juros americanos elevados.

O Boletim Focus já vinha projetando mais inflação e menos crescimento para o país nas últimas semanas, cenário que a nova rodada de dados pode confirmar ou revisar.

O que acontece agora

O Copom se reúne em 3 e 4 de novembro para decidir se reduz a Selic pela sexta vez consecutiva. Essa será a primeira decisão depois do quarto corte seguido da taxa, em agosto, e vai considerar diretamente os indicadores que saem nesta semana.