O petróleo Brent disparou mais de 5% nesta quinta-feira (8) e ultrapassou os US$ 105 o barril, maior patamar desde 24 de setembro. A alta veio após a revista The Atlantic revelar que Trump avalia atacar o Irã antes das eleições de novembro.
O WTI, referência nos Estados Unidos, subiu para US$ 90,89 o barril, alta de 2,86% no mesmo pregão. O Brent não alcançava a casa dos US$ 108,23 desde 24 de setembro, pico anterior da série recente.
Ataques dos houthis a aeroportos da Arábia Saudita e a intensificação de ataques iranianos a navios-tanque somaram pressão ao mercado. Um acordo do G7 para liberar parte das reservas de emergência teve efeito limitado sobre os preços.
Hormuz com menos tráfego e bolsas em queda
O tráfego pelo Estreito de Hormuz caiu: o Irã mantém o estreito parcialmente fechado desde a semana passada, e apenas sete navios-tanque cruzaram a rota em 6 de outubro, o menor número em mais de dois meses.
A tensão também derrubou as bolsas. Os principais índices da Ásia caíram, com o CSI300 recuando 1,1% e o Star 50 chinês cedendo 5%. Na Europa, o Stoxx 600 perdeu 1,42% no mesmo pregão.
Um furacão que reduziu a produção da Chevron e da Shell no Golfo do México reforçou a pressão sobre a oferta.
O efeito no bolso do brasileiro
No Brasil, o efeito chega pela gasolina: a pressão externa cresce justamente quando acaba o alívio tributário que vinha segurando o preço na bomba. A redução federal de PIS/Cofins sobre o combustível termina nesta sexta-feira (9).
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A Petrobras abandonou a paridade com o preço internacional em 2023, o que ajuda a amortecer o choque sem repassar a alta na mesma proporção. A companhia já sentia pressão, pois o barril havia voltado a passar de US$ 100 no início deste mês.
Os números acima resumem por que o mercado reagiu rápido: a combinação de menos navios em Hormuz com a ameaça de um novo ataque já havia pressionado o barril a patamares parecidos no fim de setembro, e a reação desta quinta repete o padrão.
O que acontece agora
O mercado aguarda a decisão final de Trump sobre um eventual novo ataque ao Irã, que a reportagem da The Atlantic situa antes das eleições legislativas de novembro nos Estados Unidos.
A Opep+ discute aumentar a produção, mas analistas citados pelos jornais acreditam que o efeito não deve aparecer no curto prazo.
No Brasil, falta saber se o governo cria um novo mecanismo de alívio tributário depois que a redução de PIS/Cofins sobre a gasolina expirar nesta sexta (9), já sem o colchão que amorteceu o preço da bomba nas últimas semanas.





























