O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trocou o comando de sua campanha de reeleição nesta quinta-feira (8), após criticar a organização do 1º turno numa reunião fechada que acabou transmitida por engano no YouTube. A transmissão foi cortada quando o erro foi percebido.
"Essa foi a campanha menos organizada que participei desde 1989. Acho que nós fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade, poderíamos ter feito mais."
disse Lula, segundo o jornal Estado de Minas, durante a reunião fechada do PT.
Para o 2º turno, três nomes assumem a coordenação. Camilo Santana, senador e ex-ministro da Educação, fica com a coordenação política. Rui Costa, ex-ministro da Casa Civil e senador eleito, assume a agenda presidencial.
O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, comanda a comunicação. Já a coordenação de Edinho Silva, presidente nacional do PT, que comandava a campanha sozinho no 1º turno ao lado dos ataques a Flávio, foi reduzida.
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Na mesma reunião, a ex-senadora Kátia Abreu questionou o protagonismo da primeira-dama: "qual é a prioridade? Aparecer ou eleger o marido?". Dirigentes atribuíram a Janja o comentário "piá de bossa" sobre o deputado Nikolas Ferreira.
A crítica interna expôs uma tensão que Lula evitou comentar em público.
Horas depois, em conversa com jornalistas, Lula minimizou a crise. "As mudanças na coordenação não são minhas. Eu sou candidato. A coordenação é do partido e dos aliados", disse. Também cobrou pressa na votação do fim da escala 6x1 no Senado.
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), disse que o texto ainda está em debate: "vamos apresentar o requerimento de fim do interstício, estamos no meio do processo". A PEC deve estar pronta para votação a partir da quinta-feira que vem (15/10).
Lula também se reuniu nesta quinta com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), no Palácio da Alvorada. Disse que Motta "vai me ajudar a ganhar as eleições".
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O encontro reforça uma aliança pessoal que já durava meses: em agosto, Motta já havia declarado apoio a Lula, na contramão do próprio Republicanos, que apoia Flávio.
Lula também atacou o adversário: disse que Flávio "não tem experiência" e que, desde 2003, nenhum presidente além dele concedeu aumento aos aposentados acima da inflação.
O que acontece agora
Os três novos coordenadores assumem a campanha com 17 dias até o 2º turno, em 25 de outubro. O Senado deve votar o fim da escala 6x1 ainda nesta semana, prazo que o próprio Lula cobrou nesta quinta.





























