O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (5) que os ataques da Ucrânia a refinarias russas, e não o Estreito de Ormuz, explicam a alta da gasolina americana. A declaração vem dias após o petróleo Brent voltar a superar US$ 100.
O que está impulsionando o preço da gasolina não é mais o Estreito de Ormuz, porque números recordes de barris estão saindo quase diariamente, mas sim a palavra 'refinarias', onde as refinarias russas estão sendo destruídas pela Ucrânia, disse Trump, em publicação na rede social Truth Social.
Segundo o Ministério da Defesa da Ucrânia, os ataques neutralizaram boa parte da capacidade de refino russa. As exportações de petróleo do Golfo Pérsico chegaram a 23,3 milhões de barris por dia na última semana de setembro, segundo o Goldman Sachs.
O republicano citou o fechamento de refinarias em Estados governados por democratas, como a Califórnia, atribuindo o problema a políticas locais. Seu partido corre risco de perder o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato dos EUA, no mês que vem.
O que isso significa na gasolina no Brasil?
No Brasil, o impacto chega pela política de preços da Petrobras, que acompanha o mercado internacional. Em 28 de setembro, com o Brent acima de US$ 105, a gasolina nas refinarias já estava 32% abaixo do preço de paridade de importação, segundo a Abicom.
A defasagem do diesel, que a TV Sim Brasil já vinha acompanhando desde os ataques houthis que pressionaram o combustível no fim de setembro, era ainda maior: 102%, o equivalente a R$ 3,34 por litro.
O presidente da Abicom, Sergio Araújo, afirmou que a diferença já passa de R$ 3,89 por litro, tornando inviável a importação privada. Segurar esse preço abaixo do internacional divide a conta entre a margem da Petrobras e o subsídio do governo.
Para conter o efeito nas bombas, o Ministério da Fazenda criou em setembro um subsídio de R$ 1 por litro de diesel rodoviário A por 30 dias, pela Portaria MF nº 2.813, vinculada à Medida Provisória nº 1.391/2026.
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O cenário é parecido com o que fez o Brent se aproximar de US$ 100 no início de outubro, depois de recuar nas semanas anteriores.
Apesar da pressão sobre o preço dos combustíveis, a Petrobras bateu recorde de valor de mercado pela 4ª vez neste ano, turbinada pela alta do petróleo nas bolsas.
O que acontece agora
A Abicom alerta que, sem reajuste, a redução das importações privadas pode gerar desabastecimento de diesel nas próximas semanas. A Petrobras, por ora, mantém a estratégia de monitorar o mercado internacional antes de decidir um novo preço nas refinarias.





























