O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, recebeu nesta semana o apoio da federação União Progressista e do partido Novo para o 2º turno. Em contrapartida, ele detalhou um plano de emendas à Constituição que inclui o fim da reeleição presidencial.

Flávio defende redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, reforma do Judiciário e fim da reeleição presidencial. Segundo ele, as mudanças exigem Proposta de Emenda à Constituição (PEC), aprovada por 3/5 do Congresso.

A PEC da maioridade penal já tramitava na Câmara antes de Flávio adotá-la como bandeira de campanha.

O senador disse que não buscará reeleição se eleito e afirmou que caberia ao Congresso decidir se o mandato presidencial passaria a ser de quatro ou cinco anos, e se a mesma regra valeria para os governadores.

Publicidade

A fala inicial de Flávio sobre "redemocratizar o país" gerou temor de golpe e comparações com a trama atribuída a seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Horas depois, ele recuou e disse que as mudanças seriam feitas com respeito à Constituição.

"Tem que haver, sim, uma reforma no Judiciário. Eu sou a favor da redução da maioridade penal há bastante tempo, tem que ser feito por PEC [...] E o fim da reeleição", esclareceu, prometendo "ponderação" junto ao Congresso.

O PL elegeu a maior bancada do Congresso: 28 cadeiras no Senado e 121 na Câmara. A coalizão de oposição formada por PT, PCdoB e PV tem 88 deputados.

Publicidade

"Os apoios não param de chegar. Eu estou muito feliz em merecer a confiança de tanta gente que também quer o bem do nosso Brasil."

disse Flávio, em live semanal no YouTube nesta quinta (8). Ele já havia dito que usaria o "capital político" para acabar com a reeleição caso vença.

Nem todo apoio pesa o mesmo. Romeu Zema (Novo) ficou em 6º lugar no 1º turno, com 0,27% dos votos (326.488 votos), e seu peso político é menor do que parece, segundo levantamento sobre a bancada eleita.

O que acontece agora

As PECs defendidas por Flávio só avançariam se ele vencer o 2º turno, em 25 de outubro, e dependem de 3/5 dos votos no Senado e na Câmara. Até lá, ele soma apoios formais de partidos que já têm assento no Congresso eleito.