O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, chamou o ministro do STF Alexandre de Moraes de "violador de direitos humanos" em live semanal nesta quinta-feira (8) e pediu sua renúncia, após o STF mandar prender seu irmão, Eduardo Bolsonaro.

A reação ocorreu horas depois de Moraes mandar prender Eduardo e cancelar seus passaportes, após o trânsito em julgado da condenação por coação no curso do processo.

Eduardo foi condenado a 4 anos e 2 meses de prisão, em regime semiaberto, além de multa de R$ 162 mil. O STF entendeu que ele atuou para pressionar a Corte e interferir no julgamento do pai, Jair Bolsonaro, pela tentativa de golpe.

"Ele sabe que não vai dar em nada porque o Eduardo está nos EUA, exilado. Ele faz isso apenas para, mais uma vez, tentar tumultuar."

disse Flávio, chamando a medida de "completamente inócua". Ele também negou que Eduardo seja responsável pelas sanções dos EUA contra Moraes pela Lei Magnitsky: "É uma lei americana. O Alexandre de Moraes descumpriu, é um violador de direitos humanos internacional".

Moraes foi alvo de sanções dos Estados Unidos com base nessa lei em julho de 2025, mas teve o nome retirado da lista em dezembro do mesmo ano.

Na prática, Eduardo não deve cumprir a pena fora do Brasil.

Flávio também relacionou a decisão à eleição de senadores no último domingo (4), chamando o resultado de um "voto de revolta" contra Moraes.

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Disse que o Congresso eleito chegará a "quase 50 senadores" favoráveis ao impeachment de ministros do STF, número que esta reportagem não confirmou.

O ex-deputado já havia sido condenado pelo STF por difamar a deputada Tábata Amaral, em setembro. Flávio pediu que militantes entrem no grupo "Tropa do Flávio" no WhatsApp.

O que acontece agora

O mandado de prisão contra Eduardo segue válido, mas só teria efeito com um retorno dele ao Brasil ou um pedido de extradição aos EUA. O 2º turno entre Flávio e Lula é em 25 de outubro.