A polícia britânica prendeu nesta terça-feira (6) um homem de 22 anos suspeito de terrorismo, a sétima pessoa detida na investigação sobre o suposto plano contra a base aérea de Fairford. Os Estados Unidos retiraram todos os bombardeiros que mantinham ali dias antes.

Fairford é a base preferencial dos EUA na Europa para bombardeiros de longo alcance, segundo o Comando Europeu das Forças Armadas americanas (EUCOM).

Duas autoridades dos Estados Unidos disseram à Reuters, sob anonimato, que a retirada dos bombardeiros B-1 respondeu à suspeita de um plano do Irã para um ataque com drones.

A ligação entre o Irã e o suposto complô contra a base já havia sido levantada por autoridades britânicas no fim de setembro. O Irã nega qualquer envolvimento no suposto plano.

A polícia britânica confirmou a prisão do suspeito de 22 anos em Londres, por suspeita de preparação de atos terroristas. Ele é a sétima pessoa detida desde o início da investigação.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que uma ameaça motivou a retirada dos aviões, sem detalhar qual.

Eles não saíram voando por acidente. Havia algumas ameaças e, em vez de provocar o inimigo, vamos capturar o inimigo e derrotar o inimigo. Mas por que deixá-los lá? Então nós os transferimos um pouco.

O relato oficial não é uniforme dentro do próprio governo americano. O vice-presidente JD Vance disse nesta segunda-feira (5) que a decisão foi tomada por excesso de cautela, numa resposta indireta a uma possível ameaça do Irã, mas recusou detalhar as preocupações específicas.

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Já o secretário de Estado, Marco Rubio, minimizou a retirada e evitou associá-la diretamente ao suposto plano iraniano. “A única razão pela qual vocês estão focados em quantos aviões estão em Fairford é por causa da ameaça que ocorreu na semana passada”, disse Rubio.

Para ele, não é incomum haver rotação de equipamentos entre bases por exercícios ou troca de pessoal.

O porta-voz do EUCOM evitou comentar a operação: “Não é apropriado discutir questões de inteligência, e não discutiremos medidas específicas de proteção das forças.”

Ele acrescentou que os bombardeiros americanos, incluindo B-1, B-2 e B-52, podem realizar ataques globais de precisão a partir do próprio território dos Estados Unidos.

O que acontece agora

A investigação sobre o suposto plano contra Fairford continua na Inglaterra, sem data prevista para conclusão. O governo britânico informou que não vai comentar detalhes da operação militar enquanto o caso segue sob apuração policial.

A tensão ocorre em meio à guerra entre Irã e Estados Unidos, que já dura sete meses e tem pressionado o preço dos combustíveis no Brasil. Em setembro, o Irã ficou pela primeira vez sem exportar petróleo, reflexo direto do conflito.