O coordenador da campanha de Lula (PT) em São Paulo, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (8) que Flávio Bolsonaro (PL) vai congelar o salário mínimo e cortar recursos da saúde e da educação se eleito, ao seguir o "plano econômico do pai".
"Ele [Flávio] falou que vai seguir o plano econômico do pai. A gente precisa relembrar o que isso significou para as áreas estratégicas do país, como ciência e tecnologia, educação e o Minha Casa, Minha Vida", disse Haddad a jornalistas.
Haddad discursou ao panfletar na avenida Paulista, em São Paulo, nesta quinta (8), ação de campanha após a derrota dele na disputa pelo governo paulista.
Segundo Haddad, Flávio vai seguir a "agenda clássica de congelar salário mínimo, cortar saúde e educação e não reajustar a tabela do imposto de renda".
Flávio rebateu as acusações no mesmo dia. "Eu não vou fazer economia em cima de quem precisa, das pessoas mais carentes desse Brasil. Aposentado, fique tranquilo, não caia nessa fake news do PT dizendo que eu vou acabar com o reajuste da aposentadoria", disse.
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O plano econômico de Flávio, registrado no TSE, não fixa valor para o reajuste do salário mínimo. A aposta da equipe dele é reduzir a inflação, os juros e os tributos sobre consumo, energia e combustíveis para ampliar o poder de compra.
O plano de governo de Flávio já havia sido alvo de críticas de Haddad em setembro, quando o senador propôs revogar normas e impostos criados na gestão do petista no Ministério da Fazenda.
No 1º turno, no último domingo (4), Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. A 17 dias do 2º turno, marcado para 25 de outubro, Haddad minimizou a distância e disse acreditar que é possível reverter o resultado.
"Está fácil fazer campanha, como sempre, sobretudo com esse oponente que nós temos, um opositor abaixo da crítica, que já está loteando o governo. Nem ganhou eleição, já está loteando o governo. Não é assim", disse Haddad.
O que diz a pesquisa Datafolha
O instituto Datafolha ouviu 2.520 eleitores entre 6 e 7 de outubro, a pedido da Folha de S.Paulo e do Grupo Globo (registro TSE BR-02949/2026). Em votos válidos, Flávio aparece com 52% e Lula, com 48%, dentro da margem de erro de 2 pontos.
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A mesma pesquisa mostra que 46% dos eleitores de candidatos derrotados no 1º turno migraram para Flávio, contra 32% que passaram a apoiar Lula. Outros 94% dos entrevistados se dizem totalmente decididos sobre o voto.
O que acontece agora
A campanha de Lula deve concentrar esforços nas próximas duas semanas para conquistar eleitores indecisos ou que votaram sem convicção no 1º turno, segundo Haddad.
O coordenador apostou na comparação de biografias entre os dois candidatos, estratégia que já usava antes do 1º turno.





























