O Flamengo entrou em campo contra o Santos, na Vila Belmiro, pela 29ª rodada do Brasileirão, nesta quinta (8), com a frase "Proibir não é proteger" estampada na camisa, no espaço onde ficava o patrocínio master, banido pela MP das bets.
A ação fez coro a outros jogos da rodada. Empresas ligadas à Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e ao Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) cederam espaço nas placas de publicidade para o mesmo protesto.
A campanha já havia aparecido em manifesto de clubes em setembro.
O Flamengo pôde usar a própria camisa porque a Betano, sua patrocinadora master, foi uma das empresas proibidas de operar no Brasil pela MP. Com o espaço vazio, o clube decidiu ocupá-lo com o protesto.
O Santos, adversário na Vila Belmiro, não exibiu a frase na camisa. O próprio clube paulista também foi atingido pela proibição: suspendeu, em setembro, um contrato de R$ 95 milhões com a Novibet.
O governo Lula vetou o funcionamento das bets em 25 de setembro, e a publicidade das casas de apostas foi proibida a partir de 6 de outubro, quando sites e aplicativos passaram a ser bloqueados no país.
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O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, já se posicionava contra a MP. Segundo o Jornal de Brasília, ele e a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, lideraram a articulação que levou o governo a adiar uma reunião com os clubes.
O encontro estava marcado para 29 de setembro.
O encontro discutiria uma linha de crédito de até R$ 20 bilhões para os clubes endividados pelo fim repentino dos patrocínios. O governo atribuiu o adiamento à "disponibilidade de voos", mas nenhum dos dois dirigentes comentou publicamente o boicote.
O mesmo presidente que articulou o boicote ao governo agora leva o protesto ao campo.
O que acontece agora
Clubes e governo ainda não têm nova data para negociar a linha de crédito de R$ 20 bilhões. Enquanto isso, protestos como o do Flamengo podem se repetir nas próximas rodadas do Brasileirão.





























