O presidente do STF, Edson Fachin, negou na noite de quinta-feira (5 de novembro) a soltura de Fabiano Zettel, cunhado e ex-operador financeiro de Daniel Vorcaro. Fachin também recusou o pedido de prisão domiciliar e manteve o empresário preso em Potim (SP).

Na decisão, Fachin escreveu que a prisão preventiva de Zettel segue adequada e indispensável à aplicação da lei penal.

A prisão preventiva autorizada nos autos segue adequada e indispensável à aplicação da lei penal, à manutenção da ordem pública e à conveniência da instrução criminal, devendo ser mantida.

Zettel está preso desde março, alvo da Polícia Federal na segunda fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura fraudes no extinto Banco Master, de Vorcaro. Na época, a defesa disse que ele tem atividades lícitas, sem relação com a gestão do banco.

O que Zettel disse à PF sobre os pagamentos

Zettel prestou depoimento à Polícia Federal na quinta-feira (5 de novembro), por videochamada da Penitenciária II de Potim, segundo a coluna Grande Angular, do Metrópoles. O depoimento durou cerca de 50 minutos e havia sido adiado desde 21 de outubro.

No depoimento, Zettel afirmou desconhecer o grupo identificado pela PF como "A Turma" e disse que suas funções no banco se limitavam a efetuar pagamentos, sem questionar os motivos, segundo o Metrópoles.

Qual é o tamanho do rombo do Banco Master

O rombo do Banco Master já custou R$ 51,8 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), segundo o Poder360, a maior entre as seis maiores quebras bancárias da história do fundo, criado para garantir o dinheiro de quem tinha conta ou investimento no banco.

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É 58% a mais que o caso do Banco Nacional, a segunda maior quebra bancária da história do país, de R$ 32,8 bilhões. É o maior valor que o fundo já teve de cobrir desde que foi criado.

Em relatório parcial enviado ao STF em 28 de outubro, a PF indiciou Vorcaro e outras 14 pessoas por fraude envolvendo o Master e o BRB. A investigação apura o grupo de WhatsApp "A Turma", apontado pela PF por monitorar e intimidar adversários de Vorcaro.

Vorcaro, dono do banco, já foi preso duas vezes. Ficou 11 dias detido na primeira prisão, foi solto no fim de novembro de 2025 e voltou a ser preso em 4 de março deste ano, na mesma fase que prendeu Zettel.

Em 2 de novembro, Vorcaro recorreu à OEA contra a própria prisão preventiva.

O que acontece agora

A Polícia Federal segue apurando o grupo "A Turma" enquanto a Operação Compliance Zero avança em novas fases. Zettel e Vorcaro continuam presos, no mesmo processo que já soma 15 indiciados pelo caso do Banco Master.