Kauã Kazahaya de Arruda, 20, e Angelina Oliveira da Silva, 18, suspeitos de matar o desenvolvedor de games norte-americano Tamir Nadav, 46, em Maringá (PR), foram presos na noite de quarta-feira (4 de novembro) em San Miguel de Tucumán, no noroeste da Argentina.
A Polícia Civil já havia divulgado a busca pelo casal em setembro, dias depois de o corpo de Nadav ser encontrado na casa onde ele morava, em Maringá.
A vítima apresentava avançado estado de decomposição e estava com pés e mãos amarrados com fitas e cordas.
A identificação foi feita por exame pericial nas arcadas dentárias. A perícia estimou que a morte ocorreu entre 15 e 20 dias antes da descoberta do corpo, em 18 de setembro.
Segundo a Polícia Civil, o casal morava provisoriamente na casa de Nadav antes do crime. Os três se conheciam desde pelo menos julho, e os suspeitos teriam deixado o imóvel em 3 de setembro.
Segundo o delegado Adailton Ribeiro Junior, da Delegacia de Homicídios de Maringá:
Tudo indica que os dois estavam na residência no momento da morte da vítima.
A Polícia Civil descobriu que os suspeitos usaram o cartão bancário da vítima para fazer compras de alto valor em um shopping da cidade. Outras operações bancárias com o dinheiro de Nadav também foram identificadas pelos investigadores.
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A prisão foi feita pela Polícia Federal da Argentina, a partir de informações repassadas pela Polícia Civil paranaense, dentro de um acordo de cooperação policial transfronteiriça. O delegado afirma que houve ajuda do consulado dos Estados Unidos nas buscas pelo casal.
Quem era Tamir Nadav
Nadav tinha 46 anos, vivia no Brasil desde 2021 e atuava havia 20 anos no mercado de jogos. Passou por estúdios como Kokku, Super Evil Mega Corp, Budge Studios, Gazeus Games e Telltale Games, além de lecionar Game Design, animação e UI/UX.
Ele integrava um setor em expansão no país: o Brasil lidera o mercado de games da América Latina, embora ainda fique com fatia pequena da receita global do setor.
O que acontece agora
Kauã e Angelina devem ser transferidos para Maringá, onde serão ouvidos pelos investigadores da Delegacia de Homicídios. A Polícia Civil não informou se o casal tem defesa constituída e, segundo a Folha, não há registro público de advogados ligados ao caso até a publicação.
A investigação segue em andamento.
































