O Rabobank projeta a safra brasileira de soja 2026/27 em 178 milhões de toneladas, queda de 4 milhões de toneladas ante o ciclo anterior. A estimativa, divulgada na quarta-feira (4 de novembro), contraria a StoneX, que na mesma semana previu recorde de 184,95 milhões.

Segundo o banco, as exportações devem somar 113 milhões de toneladas, ante 114 milhões na safra 2025/26.

Entre os motivos para a queda estão a cautela dos produtores diante dos juros altos e o maior endividamento após investimentos recentes. O banco também cita risco do El Niño, que já ameaçava cortar 10% da safra, segundo projeção de outubro.

Segundo a analista Marcela Marini, do Rabobank, a demanda chinesa de importação deve seguir estável. Mas a China pode deslocar parte das compras para a soja dos Estados Unidos, após acordo comercial entre Pequim e Washington.

A divergência entre as consultorias

A projeção do Rabobank contrasta com a da StoneX, que na terça-feira (3 de novembro) elevou sua estimativa para um recorde histórico de 184,95 milhões de toneladas, 1,3% acima da safra passada. A diferença entre as duas projeções passa de 6,9 milhões de toneladas.

O que acontece agora

As condições climáticas estão favoráveis no momento, segundo o Rabobank, mas o banco mantém ressalva sobre o avanço do El Niño ao longo da safra. A área plantada deve ficar estável, em cerca de 49 milhões de hectares.

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Novas projeções de safra costumam ser revisadas por consultorias e pelo governo ao longo do plantio e da colheita, que se estendem pelos próximos meses.

Parte da produção brasileira tem encontrado novos compradores: as exportações do agronegócio para a União Europeia cresceram 14,8% entre maio e setembro deste ano, com o acordo Mercosul-UE em vigência provisória.