A Ascenty inaugurou, na quarta-feira (4 de novembro), um laboratório de testes de infraestrutura de IA em Vinhedo (SP), com investimento de R$ 20 milhões. É o primeiro da América Latina na rede de laboratórios da Digital Realty. O nome é DRIL.
O Digital Realty Innovation Lab (DRIL) permite que clientes e parceiros testem e validem soluções de infraestrutura de diferentes fornecedores em um ambiente real de data center antes de levá-las à produção. É testar o erro antes que ele custe caro em escala.
Para o CEO da Ascenty, Chris Torto, o investimento vai além da infraestrutura.
Trazer o DRIL para São Paulo significa investir diretamente no futuro da IA na América Latina.
O que o laboratório testa antes da instalação real
O DRIL simula o ambiente de produção para identificar falhas antes da instalação definitiva. As equipes testam racks com refrigeração líquida preparados para densidades de 150 quilowatts ou mais, o padrão que a IA pesada exige.
Segundo Claude Brown, vice-presidente sênior de vendas da Digital Realty para as Américas, o laboratório serve para "identificar possíveis pontos de falha e validar arquitetura antes da implantação".
A Ascenty é uma joint venture entre a Digital Realty e a Brookfield Infrastructure, hoje a maior provedora de data centers da América Latina. O DRIL soma dupla entrada de fibra óptica e sistemas de energia ininterrupta em paralelo, para simular falhas reais de operação.
O investimento de US$ 1,2 bi por trás do laboratório
O DRIL faz parte de um plano maior da Ascenty, anunciado em maio. A empresa investe US$ 1,2 bilhão em quatro novos data centers prontos para IA, com 150 megawatts de capacidade somada, entre Vinhedo e Sumaré, no interior de São Paulo.
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Em Sumaré, a obra começou em março e a entrega está prevista para o terceiro trimestre de 2027, numa área construída de 48 mil m². Um levantamento recente avalia o setor de data centers de IA no Brasil em R$ 25 bilhões.
O que acontece agora
A Digital Realty vai levar o mesmo modelo a Singapura e Joanesburgo, ampliando a rede que hoje reúne Vinhedo, Virgínia (EUA), Tóquio e Londres. Para as empresas, a ideia é reduzir o risco de erro na migração dos testes para a produção em escala.
O Congresso aprovou em junho a Política Nacional de Data Center, que cria incentivos para esse tipo de investimento no país.






























