A Polícia Civil de São Paulo apreendeu, na quinta-feira (5 de novembro), o sexto adolescente suspeito de matar o engenheiro Marcelo de Oliveira Rocha, agredido em ato de apoio a Lula em Santos, no litoral paulista, em 23 de outubro.
O adolescente apreendido tem 17 anos e foi internado provisoriamente enquanto responde pelas acusações, segundo a Polícia Civil. Ele é o sexto dos sete suspeitos adolescentes a ser localizado sob o mesmo regime de internação provisória aplicado a menores suspeitos de crimes graves.
Quem são os suspeitos do crime
Ao todo, a Polícia Civil apurou que nove pessoas participaram da ação: sete adolescentes, de 14 a 17 anos, e dois adultos, de 18 e 19 anos. Restam dois adultos e um adolescente que a polícia ainda não localizou.
Relembre o caso
Marcelo acompanhava a apresentação de uma banda em um evento de apoio à candidatura à reeleição de Lula quando foi abordado por um grupo que anunciava o roubo de um celular, segundo a Polícia Civil.
Nas imagens, transmitidas ao vivo em uma rede social, o grupo cerca a vítima, que tenta fugir, é agredida e cai inconsciente. "Apagou", diz uma mulher do grupo durante a gravação, segundo o registro usado pela investigação.
Marcelo foi levado à Santa Casa de Santos, ficou internado em coma induzido e morreu na segunda-feira (26 de outubro), três dias após o ataque.
É a sequência do caso que a TV Sim Brasil já cobriu desde a apreensão dos dois primeiros suspeitos, em 27 de outubro.
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O que acontece agora
A Polícia Civil de São Paulo mantém aberta a busca por três suspeitos ainda não localizados: um adolescente e os dois adultos envolvidos no caso. O inquérito apura o crime como latrocínio, com atenção à hipótese de motivação por homofobia.
A motivação por ódio à orientação sexual da vítima é um dos pontos que a investigação ainda tenta confirmar. Os seis adolescentes já apreendidos cumprem internação provisória enquanto respondem pelo caso.
O crime integra uma onda de episódios de violência política registrada após o 2º turno das eleições, segundo levantamento do governo federal divulgado em outubro.

































