O democrata Roy Cooper, ex-governador da Carolina do Norte, venceu a disputa pelo Senado dos EUA na terça-feira (3 de novembro), com 61,62% dos votos. É o primeiro democrata eleito ao cargo pelo estado desde 2008, mas sozinho não muda o controle da Casa.

Com a vitória de Cooper e outras duas cadeiras flipadas nas midterms, os democratas chegam a 47 cadeiras no Senado, contra 39 dos republicanos, segundo apuração de veículos americanos. Antes da eleição, os republicanos defendiam maioria de 53 a 47.

Para assumir o controle da Casa, os democratas ainda precisam de mais 4 cadeiras, somando a maioria de 50. Na Câmara dos Representantes, já garantiram pelo menos 248 cadeiras e devem retomar o controle daquela Casa.

Por que a Carolina do Norte virou o símbolo da noite

O estado é tradicionalmente republicano e votou em Trump nas últimas quatro eleições presidenciais. Mesmo assim, Cooper já havia vencido duas disputas para governador ali, mostrando capacidade de atrair eleitor além da base democrata.

Trump entrou pessoalmente na disputa: fez duas visitas ao estado em menos de um mês pedindo voto para o republicano Michael Whatley, ex-presidente do Comitê Nacional Republicano e aliado próximo do presidente.

Whatley nunca havia ocupado cargo eletivo antes desta candidatura. Cooper, ao contrário, acumula 16 anos como procurador-geral do estado e dois mandatos como governador, entre 2017 e 2025.

O avanço republicano que também existiu

Nem toda a noite foi democrata. Em Michigan, uma deputada do próprio partido chegou a apoiar o rival na disputa pelo Senado, sinal de que a unidade democrata também tem rachaduras.

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Parte da explicação para o desempenho republicano fraco está em nomes do próprio partido que vêm se afastando publicamente de Trump ao longo do ano.

O ponto em aberto

Trump ainda tem dois anos de mandato pela frente, agora sem maioria folgada no Congresso. A Casa Branca já estuda formas de governar contornando o Legislativo, segundo apuração desta semana.

Falta saber até onde esse plano consegue avançar sem o aval de um Congresso mais dividido do que nos dois primeiros anos do mandato.