A RD Saúde, dona das redes Raia e Drogasil, teve lucro líquido ajustado de R$ 439,1 milhões no 3º trimestre de 2026, alta de 9,2% ante igual período do ano passado. A receita somou R$ 11,4 bilhões, alta de 7,8%.

O lucro líquido reportado, sem ajustes, foi menor, de R$ 408,2 milhões, queda de 10,1%. A diferença vem de um efeito contábil.

A venda da 4Bio, unidade de medicamentos de alto custo, gerou um resultado extraordinário no 3º trimestre de 2025, que não se repetiu neste ano.

Excluindo os efeitos da 4Bio dos dois períodos, o lucro ajustado teria avançado 20,1% na comparação anual. O Ebitda ajustado atingiu R$ 1,024 bilhão, alta de 14,7%.

O que puxou o resultado

As vendas mesmas lojas cresceram 10,1%, e as unidades com mais de três anos de operação avançaram 8,4%, ritmo acima do reajuste de preços de medicamentos autorizado neste ano.

Os medicamentos de marca, categoria que inclui tratamentos à base de GLP-1 para diabetes e obesidade, cresceram 19,8% nas vendas. A RD Saúde atribui o avanço ao lançamento de novos produtos com semaglutida.

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A empresa pondera, porém, que "ainda observamos um abastecimento limitado da indústria para essas novas marcas".

Os canais digitais mantiveram ritmo forte, com receita bruta de R$ 3,8 bilhões, alta de 27,2% em um ano. As vendas on-line já representam 29,4% do faturamento do varejo.

A concorrência também mudou

O avanço digital da RD Saúde ocorre num momento de disputa acirrada por esse canal. Em setembro, a entrada do Mercado Livre na venda de remédios chegou a derrubar ações de farmácias na B3, a própria RD Saúde entre elas.

A empresa também vem diversificando fora das lojas físicas. Em maio, adquiriu 66,67% da Stix Fidelidade por R$ 23 milhões, movimento ligado à fidelização de clientes.

O que acontece agora

A dívida líquida ajustada caiu 15,4% em um ano, para R$ 2,9 bilhões, com alavancagem estável em 0,8 vez. A rede encerrou setembro com 3.770 farmácias e mantém a meta de abrir de 330 a 350 novas unidades em 2026.