A gestora de private equity Advent International captou US$ 30 bilhões em seus fundos globais e afirma que vai ampliar a capacidade de investir no Brasil e na América Latina. A notícia chega em meio à turbulência do mercado brasileiro.
O anúncio veio um dia depois de o Ibovespa cair 13,88% em 26 de outubro, reagindo à volatilidade da eleição presidencial.
O fundo principal da captação, o GPE XI, 11º da série histórica da gestora, levantou US$ 27 bilhões, superando a meta de US$ 26 bilhões. Outros US$ 3 bilhões vieram do primeiro fundo da Advent dedicado a empresas de médio porte.
"Estamos muito satisfeitos com a captação de US$ 30 bilhões para o complexo de fundos globais da Advent, um marco importante para a empresa no mundo todo", disse Juan Pablo Zucchini, sócio-gerente da Advent em São Paulo.
Para ele, o resultado "amplia nossa capacidade de realizar novos investimentos no Brasil e na América Latina".
Por que a Advent aposta no Brasil agora?
A gestora já investiu mais de US$ 6,6 bilhões no Brasil desde 1997, em 35 transações. Entre as saídas recentes estão o Nubank, em 2023, e o Grupo CRM, em 2024.
Hoje, mantém participação na Natura e na Skyone, que usou o aporte da Advent para comprar a Add IT e expandir.
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James Brocklebank, sócio-gerente e co-presidente da gestora, atribuiu a captação à confiança dos investidores mesmo em cenário adverso: "demonstra a consistência do nosso histórico e a disciplina na devolução de capital", disse, em nota.
O momento é de cautela no mercado brasileiro. A Bolsa já havia caído um dia depois do rali eleitoral em outubro, e empresas brasileiras adiaram cerca de US$ 6 bilhões em IPOs planejados por causa da eleição.
O que acontece agora
Banqueiros ouvidos pela Bloomberg Línea não esperam retomada relevante do mercado de capitais brasileiro antes de meados de 2027. A Advent não detalhou quais setores ou empresas devem receber os novos aportes no país.































