A Polícia Federal deflagrou, na quinta-feira (29 de outubro), a Operação Krampus Narco contra um grupo suspeito de tráfico interestadual de cocaína e venda ilegal de armas de fogo. Foram cumpridos 8 mandados de prisão e 8 de busca, na Bahia e em São Paulo.

Os mandados foram cumpridos em Salvador e Amélia Rodrigues, na Bahia, e em São Paulo, Guarujá e Santo André, no estado de São Paulo.

A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 10 milhões em bens e valores dos investigados. Outras 13 empresas ligadas ao grupo tiveram as atividades econômicas suspensas.

Segundo a Polícia Federal, o esquema envolvia lavagem de dinheiro por meio de contas de terceiros e de empresas de fachada, além do comércio ilegal de armas de fogo de uso restrito.

A ação reúne a Polícia Federal, a Força Correcional Especial Integrada da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (Force/Coger/SSP-BA) e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público baiano (Gaeco/MP-BA).

As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara de Garantias da Comarca de Salvador.

De onde vem a investigação

A Operação Krampus Narco é um desdobramento da Operação Krampus, deflagrada em 2025 contra organização criminosa especializada em crimes contra instituições financeiras. Durante aquela investigação, a PF identificou que um dos alvos também coordenava o transporte de drogas e a venda ilegal de armas.

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Segundo a investigação, o grupo atuava na Bahia, em Alagoas e em São Paulo.

Operações contra tráfico interestadual de cocaína têm sido recorrentes em 2026. Em outubro, a PF prendeu 12 suspeitos em ação semelhante em Guarulhos. Em junho, outra operação já havia mirado o mesmo tipo de crime em Uberlândia.

Naquele caso, a Justiça apontou movimentação de R$ 70 milhões por um grupo que também traficava cocaína.

Parte daquele dinheiro havia sido convertida em bens de luxo. O uso de empresas de fachada e de bens de luxo para lavar dinheiro do tráfico é um padrão que a Polícia Federal vem repetindo em diferentes operações deste ano.

Nenhum dos investigados foi identificado pelas fontes oficiais consultadas até a publicação desta reportagem.