As ações da Americanas (AMER3) dispararam até 25,63% nesta terça-feira (20), chegando a R$ 7,50 na máxima do dia útil de negociação. A alta reage ao fim da recuperação judicial da varejista, decretado pela Justiça do Rio de Janeiro na véspera.
Por volta das 11h05, os papéis ainda subiam 18,09%, cotados a R$ 7,05. A Americanas entrou em recuperação judicial em janeiro de 2023, após a revelação de uma fraude contábil, com dívidas então estimadas em R$ 40 bilhões.
Segundo reportagem publicada por esta redação, a empresa renegociou cerca de R$ 42,5 bilhões em dívidas, o terceiro maior valor da história das recuperações judiciais no país. O processo foi encerrado pelo juiz Arthur Eduardo Magalhães Ferreira, da 4ª Vara Empresarial do Rio.
O que a saída muda para a empresa
Fora do processo, a Americanas espera ampliar o acesso a crédito para suas operações e fornecedores, hoje restrito pela situação jurídica da companhia.
Executivos disseram ao Money Times que a empresa "já operava com a casa arrumada, aguardando apenas a decisão final da Justiça para virar oficialmente essa página".
A companhia já vinha sinalizando esse desfecho: em julho, a Americanas reafirmou o cumprimento do plano de recuperação e negou atrasos nas obrigações.
Publicidade
A recuperação financeira, porém, segue incompleta: a Americanas registrou prejuízo de R$ 274 milhões no 2º trimestre, ante R$ 98 milhões um ano antes, e fechou junho com dívida líquida de R$ 1 bilhão.
O que acontece agora
A principal resistência ao fim da recuperação vem de credores com títulos em moeda estrangeira. Eles alegam ter recebido pagamento menor após conversão de dólares para reais sem autorização da Justiça, argumento já rejeitado pelo juiz, mas que pode levar a recurso.
O caso segue como referência para outras varejistas em dificuldade. Em agosto, Casas Bahia e Marabraz pediram recuperação judicial no mesmo dia, em meio à crise do setor.





























