A American Express teve lucro líquido de US$ 3,71 bilhões no terceiro trimestre de 2026, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (23). O valor fica acima dos US$ 2,9 bilhões apurados no mesmo período de 2025 e supera o esperado por analistas.

O lucro diluído por ação foi de US$ 5,42, também acima dos US$ 4,14 de igual período do ano passado e do consenso de US$ 4,50 estimado por analistas da FactSet.

A receita antes de despesas com juros teve expansão anual de 9%, a US$ 20,1 bilhões, em linha com o consenso de mercado. As despesas consolidadas também cresceram 9%, para US$ 14,5 bilhões.

O aumento de custos foi puxado principalmente pelo engajamento de clientes: mais gastos nos cartões e a renovação do modelo do U.S. Platinum Card. Menores despesas operacionais compensaram parte do impacto.

O resultado chega na mesma semana em que a China autorizou a Visa a abrir uma empresa de cartões no país, após 8 anos de espera — sinal de que a disputa global entre as administradoras de cartão segue aquecida.

A administradora de cartões agora projeta lucro por ação entre US$ 18,30 e US$ 18,60 no ano, acima da estimativa anterior, de US$ 17,30 a US$ 17,90.

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Apesar do resultado acima do esperado e da projeção mais otimista, a ação da Amex caía 1,9% no pré-mercado de Nova York às 8h28 (horário de Brasília).

O que acontece agora

A American Express entra em uma semana carregada de balanços do setor financeiro americano. O Bank of America já havia divulgado resultado na semana passada, em meio a uma multa de US$ 1,2 bilhão por lavagem de dinheiro.

O desempenho das administradoras de cartão nos EUA também é observado de perto no Brasil, onde os juros americanos no maior nível em décadas pressionam a economia brasileira.