Ao menos 16 universidades federais suspenderam atividades entre esta quinta (23) e a próxima segunda (26) para facilitar o deslocamento de estudantes que votam longe de casa no 2º turno, segundo reportagens da Gazeta do Povo e de veículos regionais.
As medidas foram pedidas pelos Diretórios Centrais dos Estudantes (DCEs) e autorizadas pelas reitorias. Na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a Associação dos Docentes também pediu a suspensão.
As 16 universidades federais incluem UFPB, UFRPE, UFS, UFLA, UFTM, UFOB, UFSC, Furg, Unifal-MG, UFRJ, UFJF, UFMT e UFPel. Estaduais e tecnológicas, como UTFPR e Unesp, tiveram medida semelhante.
Segundo as reitorias, a suspensão tem dois motivos: dar tempo para quem tem título eleitoral em outra cidade viajar para votar e liberar espaço para a Justiça Eleitoral montar seções de votação.
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Na Ufes, a suspensão vale só para a segunda (26), dia seguinte ao pleito, nos 4 campi. Já a UFS suspendeu atividades em todos os campi entre quinta (23) e as 13h de segunda (26).
Em ao menos um caso, a medida teve tom político explícito. No comunicado da suspensão, o DCE da UFMT escreveu: "vote em defesa da universidade pública, vote Lula 13!".
À Gazeta do Povo, a professora Denise Albano disse supor que "tal medida decorre de uma 'cobrança' petista junto a reitores". Na prática, a medida administrativa virou também palco de mensagem de campanha em pelo menos uma universidade.
A TV Sim Brasil mostrou como o TSE orientou os TREs a garantir transporte público gratuito no 2º turno, medida parecida pensada para facilitar o acesso às urnas.
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O TSE também mudou o local de votação de 592 mil eleitores.
Na USP, 724 pessoas assinaram um manifesto pela democracia a 4 dias do 2º turno, outro sinal de mobilização nas universidades antes da votação.
O que acontece agora
O 2º turno acontece neste domingo (25). As aulas voltam ao normal depois do feriado acadêmico, conforme o calendário de cada universidade.































