Os partidos que apoiaram Flávio Bolsonaro no 2º turno elegeram 286 deputados federais, 55,8% da Câmara. O dado é de levantamento do Metrópoles. Os partidos de Lula, reeleito presidente em 25 de outubro, elegeram bem menos, 124 deputados, 24,2% das 513 cadeiras.
A Câmara precisa de 257 votos para eleger a presidência, maioria absoluta das 513 cadeiras. Nenhum dos dois campos chega sozinho a esse número.
Veja como ficou a Câmara, partido a partido, segundo o Metrópoles.
| Partido(s) | Campo | Deputados eleitos |
|---|---|---|
| PL | Flávio | 121 |
| União Brasil e PP | Flávio | 87 |
| Republicanos | Flávio | 41 |
| Podemos | Flávio | 27 |
| Novo | Flávio | 10 |
| PT, PCdoB e PV | Lula | 88 |
| PSB | Lula | 15 |
| PSol e Rede | Lula | 15 |
| PDT | Lula | 6 |
| PSD, MDB, PSDB, Cidadania e outros | Neutro | 103 |
O campo pró-Flávio soma mais que o dobro das cadeiras do campo pró-Lula. É esse desequilíbrio que deve obrigar o governo a negociar com partidos de centro para formar maioria.
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O que isso significa para o governo Lula
O desafio já está em curso. Edinho Silva negocia com o Centrão para garantir governabilidade a Lula no novo mandato.
Na Câmara, o presidente Hugo Motta já soma apoio de 338 deputados para se reeleger no comando da Casa, número que supera os 257 votos necessários.
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No Senado, o PL lançou o senador Rogério Marinho contra Alcolumbre, que articula a própria reeleição à presidência da Casa para 2027.
O que acontece agora
A disputa pelas presidências da Câmara e do Senado deve se decidir em fevereiro de 2027, quando os eleitos tomam posse. Até lá, governo e oposição seguem negociando apoio partido a partido.






























