O Goiás atravessa a pior fase de sua crise financeira. Os jogadores estão com salários atrasados há 4 meses, e o CT chegou a ficar sem itens básicos como pão e manteiga. Torcedores protestaram na sede do clube, a Serrinha, na quinta-feira (5 de novembro).

O clube ainda briga por acesso à Série A, com duas rodadas para o fim da Série B. Está em 7º lugar, com 55 pontos, disputando as últimas vagas com Sport e Atlético-GO.

Como a crise chegou a este ponto

A crise já dura meses. Em 21 de maio, o diretor de futebol Michel Alves revelou o primeiro atraso salarial. Em 20 de setembro, jogadores e o técnico Mozart fizeram protesto silencioso após vencer o Avaí, recusando-se a dar entrevista.

Uma semana depois, o elenco divulgou carta aberta: eram 2 meses de atraso nos salários e nos direitos de imagem, além de 5 premiações por vitória em aberto.

Em 27 de setembro, após derrota para o Atlético-GO, Mozart já cobrava mais entrosamento da diretoria em meio a protestos da torcida. Em 2 de novembro, depois de vencer o CRB, o técnico atualizou a dívida: os salários já estavam 4 meses atrasados.

O protesto desta semana

Na quinta-feira (5 de novembro), torcedores da Força Jovem Goiás foram até a Serrinha para protestar e demonstrar apoio ao elenco. Pela manhã, os próprios jogadores já haviam se recusado a treinar.

"Não tem nada concreto, não tem data para pagamento", disse Iron Kioma, presidente da torcida organizada, que relatou falta até de itens básicos como fornecedor de pão no CT.

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A diretoria também foi ao encontro da torcida. Representantes da Força Jovem tiveram acesso à sede administrativa e se reuniram com o presidente executivo interino, Munir Calixto, durante o protesto.

O clube tenta uma operação de crédito de R$ 11,4 milhões junto ao Banco de Brasília para começar a quitar a dívida com os jogadores, mas o empréstimo ainda não foi fechado.

O que acontece agora

O déficit acumulado do clube passa de R$ 21 milhões entre janeiro e setembro deste ano. Uma antecipação de R$ 400 mil da Federação Goiana de Futebol deve ser usada para pagar parte das premiações.

Mesmo em crise, o time segue vivo na briga pelo acesso. Na vitória sobre o CRB, no fim de semana passado, o elenco jogou com 14 casos de virose.

Uma semana antes, o Goiás já havia vencido o Ceará, resultado que também ajudou a aproximar o adversário do rebaixamento.

O Goiás recebe a Ponte Preta no domingo (8 de novembro).