O presidente Lula (PT) admitiu, na quinta-feira (5 de novembro), que sua campanha foi "fraca" no primeiro turno da eleição presidencial e que "tinha algo faltando", mas disse que acreditava na vitória desde o começo da disputa, mesmo com o adversário na frente nas urnas.

O petista participou de uma live com o deputado federal André Janones (Rede-MG). Ele assumiu que se decepcionou com o resultado do primeiro turno, quando o adversário, Flávio Bolsonaro (PL), saiu na frente. Segundo ele, demorou a admitir a derrota:

A minha decepção foi quando eu perdi no primeiro turno. Demorou uns 5 segundos para eu perceber que eu perdi. Alguma coisa eu fiz. E ao invés de ficar culpando alguém, eu falei, eu preciso saber onde eu errei.

Lula relatou ter percorrido diversos estados e reclamado da falta de mobilização nos atos públicos, mesmo já notando que a campanha "estava fraca". Segundo ele, achava que "a coisa não estava motivada".

Depois do resultado, o presidente montou uma estratégia para visitar estados importantes, como Minas Gerais, e recuperar os votos perdidos no Nordeste. Após a vitória no 2º turno, fez atos na Avenida Paulista e resgatou o Hino da Independência.

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O que muda no quarto mandato

Lula afirmou que sua responsabilidade vai aumentar no quarto mandato, que começa em meio à articulação de uma reforma ministerial. O presidente já articula a reforma, com Camilo Santana e Haddad cotados para novas funções no governo que assume o país em janeiro.

"Agora estou com mais medo do que eu tive no primeiro mandato", disse. "A minha obsessão naquela época era a seguinte: eu não posso errar."

O que acontece agora

O Congresso eleito em outubro começa a se organizar para a disputa da mesa diretora da Câmara, marcada para fevereiro.