A produção de etanol no Brasil deve alcançar 41,88 bilhões de litros na safra 2026/27, alta de 11,7%. A projeção foi apresentada na sexta-feira (6 de novembro), no Fórum Planeta Campo 2026, em São Paulo, que reuniu representantes da agropecuária, da indústria e do Congresso.
O debate girou em torno de como o Brasil pode usar sua experiência em etanol para crescer em biometano e combustível sustentável de aviação (SAF). A matéria-prima da maior parte do etanol vem da cana: o Centro-Sul deve colher uma safra recorde de cana-de-açúcar.
O deputado Pedro Lupion, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), defendeu incentivos aos combustíveis renováveis e mudanças na legislação para viabilizar projetos em escala industrial. Tirso Meirelles, da Faesp, pediu um plano estratégico de 20 a 30 anos para orientar investimentos em tecnologia.
Gilberto Tomazoni, presidente global da JBS, destacou que a demanda internacional por segurança alimentar e energética abre espaço para parcerias. Em setembro, o preço do etanol já havia subido e mudado a conta de quem tem carro flex.
Os desafios do setor
O fórum também discutiu os desafios do setor: o custo de transporte, que pesa na rentabilidade do produtor em regiões distantes, e a necessidade de regras estáveis no longo prazo para atrair investimento.
O Brasil já tenta se consolidar como fornecedor de SAF: a Acelen e a Bunge assinaram contrato para produzir o combustível e diesel renovável em julho.
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Lupion também lidera outra pauta da bancada ruralista no Congresso: a FPA quer propor uma PEC com exceções à escala de trabalho 6x1 para o setor agro.
O que acontece agora
O etanol de milho é um dos motores da expansão: deve somar 10,17 bilhões de litros na safra 2025/26, alta de 29,8%. Os participantes do fórum não deram prazo para que as metas de biometano e SAF discutidas na sexta-feira se transformem em projetos concretos.






























