A Executiva Nacional do PDT aprovou, na sexta-feira (6 de novembro), o ingresso do partido em uma federação com Solidariedade, PRD e Avante. A decisão busca driblar a cláusula de desempenho, regra que o PDT não cumpriu sozinho nas eleições de outubro.
A cláusula foi criada pela Emenda Constitucional 97/2017. Para 2026, exigia 2,5% dos votos válidos para deputado federal, com no mínimo 1,5% em 9 estados, ou eleger 13 deputados em 9 estados.
Em 2030, a régua sobe: 3% dos votos válidos, com 2% em 9 estados, ou 15 deputados eleitos. A ideia de somar siglas em federação existe justamente para driblar essa régua cada vez mais alta.
Sozinho, o PDT ficou de fora. Foi um entre 14 dos 30 partidos que não cumpriram a cláusula em 2026, segundo levantamento do Poder360.
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"A federação potencializará os partidos, incluindo nossos deputados e senadores, na defesa da democracia e dos direitos do povo brasileiro", disse Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, em nota.
A cláusula também derrubou o número de candidaturas: as candidaturas a deputado federal caíram 28% em 2026 em relação ao pleito anterior.
O caso do Avante ilustra a urgência da manobra: o partido chegou a correr risco de extinção e tenta uma entrada tardia em federação para escapar da regra.
Quem passou e quem ficou de fora
Dos 30 partidos registrados no país, 16 cumpriram a cláusula em 2026: sete sozinhos (PL, PSD, Republicanos, MDB, Podemos, PSB e Novo) e nove somando votos em quatro federações, incluindo PT/PCdoB/PV e União Brasil/PP.
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A margem entre passar e desaparecer do rádio e da TV pode ser mínima. O TSE permitiu que Psol e Rede arredondassem o resultado no Espírito Santo de 1,4913% para 1,5%, uma diferença de 186 votos que garantiu o mínimo da cláusula às duas siglas.
O que ainda falta decidir
A federação de PDT, Solidariedade, PRD e Avante ainda depende de aval do Diretório Nacional do PDT e, depois, de análise do TSE. A cúpula também apoiou a entrada do PSB no grupo, mas as duas siglas ainda negociam o tema com suas executivas.
Se o PSB entrar, a federação reunirá siglas com tradições políticas distintas sob um mesmo bloco no Congresso, por pelo menos quatro anos, prazo mínimo que a lei exige para esse tipo de aliança.






























