A cidade de São Paulo registra alta nos casos de covid-19 nas últimas semanas, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e hospitais particulares. Em 2026, a capital já soma 348 casos e 45 mortes pela doença, ainda bem abaixo de 2025.

O hospital Sírio-Libanês registrou 70 testes positivos para o coronavírus em outubro, contra 19 em setembro e 12 em agosto. É o maior número mensal de 2026, em patamar semelhante ao de fevereiro (68 casos).

A participação do coronavírus entre os agentes respiratórios detectados subiu de 8% para 23% no mesmo período, segundo o painel da SES.

No Hospital Santa Catarina – Paulista, foram 98 casos positivos atendidos no pronto-socorro e na internação em outubro, ante 57 em setembro e 18 em agosto.

Em 2026, a cidade soma 348 casos e 45 mortes por covid até 6 de novembro. No mesmo período de 2025, foram 1.099 infecções e 185 óbitos.

"Não temos motivo para pânico nem desespero, porém precisamos alertar a população de que a forma mais eficaz de se proteger contra formas graves e internações por covid é a vacinação", afirma José Santana, diretor da Divisão de Imunização da SES.

"Pessoas vacinadas não deixam de pegar covid, mas é esperado que seja uma forma leve", completa.

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O que diz a Fiocruz

O boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado na quinta-feira (5 de novembro), mostra aumento de casos graves de covid em cinco estados: São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Distrito Federal.

A incidência segue baixa nesses estados, com exceção de Mato Grosso do Sul.

Santana atribui parte da alta às aglomerações recentes. Manifestações políticas e shows reuniram multidões em São Paulo nas últimas semanas, cenário que facilita a circulação de vírus respiratórios.

Entre elas estão o ato na Avenida Paulista a favor de Flávio Bolsonaro, às vésperas do 2º turno, e os shows do BTS no Morumbis, que levaram multidões ao estádio. Fãs do grupo relataram testes positivos para covid após os shows.

O que fazer para se proteger

A vacina contra a covid continua disponível na rede pública, e a Anvisa já atualizou as fórmulas para as variantes mais recentes em circulação no país.