O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), soma o apoio declarado de 338 deputados de 12 partidos para se reeleger em fevereiro de 2027, bem acima dos 257 votos necessários para vencer em primeiro turno. O PT aderiu à base em 27 de outubro.

União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, PSDB-Cidadania, PSB, PDT, Podemos e a federação Solidariedade-PRD formam a base, agora somada ao PT.

Motta foi eleito para o cargo em 1º de fevereiro de 2025, com 444 votos. A nova disputa, marcada para a mesma data de 2027, decide se ele comanda a Câmara por mais dois anos.

O PL é a maior bancada da Câmara, com 121 deputados, e soma 131 com o Novo na oposição.

Os nomes avaliados pelo partido para disputar com Motta são Sóstenes Cavalcante e Altineu Côrtes, e a bancada se reúne em 4 de novembro de 2026 para decidir o candidato.

Líder do PT na Câmara, Pedro Uczai defendeu o apoio a Motta para barrar o PL nos cargos de comando.

"Nossa responsabilidade é evitar isso, porque sabemos o que eles significam em termos de democracia"

Em troca do apoio, o PT, que articula sua própria disputa interna, negocia cargos como a 1ª secretaria ou a vice-presidência da Mesa Diretora, além da liderança de comissões estratégicas como CCJ, CMO e CFT.

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A federação Psol-Rede, com 15 deputados, ainda avalia aderir à base de Motta; a decisão é esperada para 3 de novembro de 2026. Juntar essa bancada ampliaria ainda mais a vantagem de Motta sobre a candidatura que o PL ainda nem definiu.

A disputa pela Mesa da Câmara corre em paralelo a outra no Senado, onde Davi Alcolumbre também tenta se reeleger em fevereiro de 2027, mas com uma base de apoio menos consolidada.

O que acontece agora

A bancada do PL define seu candidato em 4 de novembro, e a federação Psol-Rede decide se adere a Motta em 3 de novembro. Até lá, Motta segue tentando aprovar o voto distrital misto, pauta que pretende levar à Câmara ainda em 2026.