O presidente Lula (PT) disse, na quinta-feira (5 de novembro), que o eleitor "acordou" para evitar que o Brasil caísse em um "abismo de incerteza" no 2º turno. A fala foi na 1ª reunião do conselho de minerais críticos, no Planalto.
"Quem ganhou foi o povo brasileiro. O Brasil saiu dessa eleição como um exemplo", disse Lula.
Lula comparou as duas noites de votação. Disse que, em 4 de outubro, 1º turno, o país foi dormir "com a perspectiva de vitória de um projeto de país". Na noite de 25 de outubro, dormiu com "outro projeto de país eleito nas urnas".
O presidente lembrou dos jovens que foram às ruas e dos eleitores com mais de 70 anos que votaram com dificuldade. Citou pessoas que, segundo ele, votaram deitadas em macas, gesto que chamou de "defesa da dignidade, da soberania" do país.
Lula criticou o que chamou de "comportamento de vira-lata" de parte da elite política.
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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, chamou o resultado de uma "recondução" de Lula ao comentar o momento político. Disse que, em outro cenário, o governo faria "exatamente o contrário" do que faz hoje.
A lista de 27 minerais críticos foi aprovada na mesma reunião, no Palácio do Planalto.
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O adversário que Lula não nomeou
Lula não citou nomes ao comparar os dois projetos de país, mas o adversário do 2º turno foi o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que deixou o Brasil dois dias depois do resultado, em 25 de outubro.
O resultado também redesenha o tom do novo mandato. Lula tratou a vitória como mandato popular amplo, não de partido, citando o voto de jovens e idosos como prova de mobilização.
O que acontece agora
O novo mandato de Lula começa em janeiro de 2027. Antes disso, o presidente grava o pronunciamento à nação previsto para o domingo (8 de novembro).






























