A passarela das Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu (PR), reabriu no sábado (31 de outubro), após 20 dias interditada pela cheia do Rio Iguaçu. A vazão chegou a 17,7 milhões de litros por segundo em 26 de outubro, a maior marca de 2026.
O volume do dia 26 equivale a quase 12 vezes a vazão média histórica do Rio Iguaçu, de 1,5 milhão de litros por segundo. Foi o suficiente para a água passar por cima da estrutura usada pelos turistas para se aproximar das quedas.
Entre 11 e 30 de outubro, a passarela ficou interditada. No sábado, a vazão recuou para 6,8 milhões de litros por segundo, nível que a concessionária considera seguro.
A Urbia+Cataratas reinstalou as grades de proteção após avaliação técnica. "A estrutura está apta para receber visitantes da principal atração do Parque Nacional do Iguaçu", diz a nota da concessionária.
Foi a interdição mais longa do ano.
Em setembro, outro pico de vazão havia fechado a passarela por quatro dias, um quarto do tempo desta vez.
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O recorde de 2026 já tinha sido batido três vezes antes de outubro, sinal de um ano mais chuvoso que a média na bacia do rio.
A interdição aconteceu num ano de recorde de público. Segundo o ICMBio, que administra o parque, o Iguaçu recebeu 1.064.767 visitantes entre janeiro e junho de 2026, alta de 12% sobre o mesmo período de 2025.
O monitoramento da vazão continua. Se o volume voltar a atingir 8 milhões de litros por segundo, com tendência de alta, o acesso à passarela é suspenso de novo.

































