De 30 partidos registrados no TSE, 27 reconheceram a reeleição de Lula (PT) no 2º turno, incluindo o PL, de Flávio Bolsonaro, derrotado com 48,21% dos votos contra 51,79% do petista. O Novo foi o único a contestar formalmente o resultado.

O Novo protocolou, em 19 de outubro, uma ação no TSE e uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo a cassação da chapa Lula-Alckmin.

A base do pedido são 35 medidas de governo que o partido chama de eleitoreiras, somando R$ 99,7 bilhões até 16 de outubro. Entre elas estão o reajuste do Bolsa Família, subsídios a combustíveis, o Desenrola 3.0 e o fim da taxa das blusinhas.

"Como se não bastasse fazer uma campanha cheia de mentiras, o PT usou como nunca a máquina pública"

Assinam a movimentação o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, e o líder do partido na Câmara, deputado Gilson Marques. O partido não cita lei específica no texto, mas classifica as medidas como crime eleitoral e violação a regras fiscais.

Publicidade

O Mobiliza foi a única legenda que não havia se manifestado publicamente sobre o resultado até o fechamento do levantamento. Já o PL, partido do próprio Flávio Bolsonaro, que nega ter fugido para os Estados Unidos, está entre os que reconheceram o resultado.

Presidente do TSE, o ministro Kássio Nunes Marques classificou o pleito como transcorrido dentro da mais absoluta normalidade.

Publicidade

A chancela interna de 27 partidos ocorre na mesma semana em que mais de 100 países reconheceram a reeleição de Lula, enquanto os Estados Unidos ainda não se manifestaram.

O que acontece agora

O Novo segue com a ação no TSE e a representação no TCU, ainda sem data de julgamento marcada. O Mobiliza segue sem se manifestar, e os outros 27 partidos já tratam o resultado como definitivo.