O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começa a pagar os benefícios de novembro na terça-feira (24 de novembro), por ordem do número final do benefício, até 7 de dezembro. Quem recebe até um salário mínimo, hoje em R$ 1.621, é pago primeiro.

Quando cai o pagamento de cada um

O calendário segue o último número do NIS, antes do traço. Quem recebe até um salário mínimo é pago entre 24 de novembro e 7 de dezembro. Quem recebe mais, só a partir de 1º de dezembro.

Calendário de pagamento do INSS em novembro de 2026, por final do NIS — conferido em 1º de novembro de 2026
Final do NISAté 1 salário mínimoAcima de 1 salário mínimo
124 de novembro1º de dezembro
225 de novembro2 de dezembro
326 de novembro3 de dezembro
427 de novembro4 de dezembro
530 de novembro7 de dezembro
61º de dezembro1º de dezembro
72 de dezembro2 de dezembro
83 de dezembro3 de dezembro
94 de dezembro4 de dezembro
07 de dezembro7 de dezembro

Quem não sabe o próprio número pode consultar no aplicativo ou site Meu INSS, na opção Extrato de pagamento, ou ligar para o 135, informando o CPF.

Qual o tamanho do dinheiro que o INSS movimenta

O calendário organiza uma das maiores transferências de renda do país. O INSS paga 24,3 milhões de aposentadorias, mais da metade dos 40 milhões de benefícios previdenciários e assistenciais que o instituto paga todo mês.

Segundo dados oficiais do INSS, esse pagamento injeta R$ 47,4 bilhões por mês na economia. O número de aposentadorias cresceu mais de 800 mil em um ano.

O peso é maior longe das capitais.

No Ceará, aposentadoria, Bolsa Família e BPC somados respondem por cerca de 22% da renda nas capitais, e por 40% da renda nas cidades do interior, segundo o Made, centro de pesquisa da USP.

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O valor de cada pagamento também está prestes a mudar. O piso do INSS deve subir para R$ 1.741 em 2027, mas quem ganha acima do mínimo tem reajuste bem menor.

O piso de R$ 1.621 ainda esbarra no custo de vida. A cesta básica consome 52% do salário mínimo e exige 105 horas de trabalho por mês, segundo o Dieese.

O desenho é parecido com o de outro benefício que também depende do mínimo. O reajuste do Bolsa Família também não é um aumento real para todos os beneficiários.

O ponto em aberto

O mesmo estudo do Made/USP mediu o risco inverso. Se os benefícios pararem de ganhar valor real entre 2027 e 2029, a renda dos municípios do interior pode ficar entre 6,8% e 10,8% abaixo da trajetória esperada.

Em cenários mais extremos, a queda chega a 18% em estados como Rio Grande do Norte, Amapá e Piauí. O calendário de novembro paga a regra de hoje. O que vem depois dela ainda está em aberto.