Pelo menos 21 partidos políticos reconheceram publicamente a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição, incluindo o PL, sigla do senador Flávio Bolsonaro, derrotado no 2º turno, realizado no domingo (25 de outubro), segundo levantamento da TV Globo.
Depois de desembarcar nos Estados Unidos, Flávio divulgou uma carta com teor golpista, na qual afirmou não reconhecer o resultado das urnas no 2º turno e acusou suposta fraude eleitoral. Nela, ele se descreveu como o "verdadeiro presidente do Brasil".
Depois, Flávio divulgou uma segunda carta e trocou a expressão por "líder do Brasil".
Segundo a TV Globo, 21 partidos reconheceram a vitória de Lula, e outros sete não se manifestaram até a publicação desta reportagem. O partido Novo questionou as instituições e disse que o país "não é uma democracia".
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atestou a regularidade do processo e reconheceu a vitória de Lula no domingo (25 de outubro), após a totalização dos votos. O presidente da corte, o ministro Kássio Nunes Marques, afirmou que a Justiça Eleitoral entregou o pleito com segurança.
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As eleições transcorreram dentro da mais absoluta normalidade.
A frase é do ministro Kássio Nunes Marques, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) por Jair Bolsonaro, dita depois da divulgação da carta de Flávio questionando o resultado.
Quem reconheceu e quem ficou em silêncio
Reconheceram o resultado 21 partidos, entre eles o próprio PL, sigla de Flávio Bolsonaro, além de União Brasil, MDB, PSD, Republicanos, PSDB, PDT, PSB, Podemos, Avante e legendas de esquerda como PSOL, UP e PSTU.
O reconhecimento do resultado não significa necessariamente apoio ao governo eleito. Algumas legendas fizeram só manifestações institucionais, enquanto outras aproveitaram o momento para críticas políticas ou para defender projetos próprios.
O TSE tem 30 partidos políticos registrados; o levantamento reúne 29 siglas, sem incluir o PT, partido do próprio Lula. Quase todo o sistema partidário brasileiro já trata o resultado da eleição como encerrado, apesar da contestação de Flávio.
O que acontece agora
O caso de Flávio Bolsonaro segue sem desfecho político definido. Ele permanece nos Estados Unidos e, até a publicação desta reportagem, não havia confirmado se pretende retornar ao Brasil para assumir o mandato de senador que já ocupava antes da candidatura.
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A equipe do próprio Flávio já havia admitido não ter provas de fraude na eleição, antes mesmo de a carta golpista chegar ao ar.
O TSE também decidiu outros casos da Justiça Eleitoral na mesma semana, mantendo a rotina normal da corte apesar da contestação feita por Flávio.
No mercado financeiro, a reação à vitória de Lula já apareceu nos fundos ligados à candidatura de Flávio, com perdas que chegaram a 18% na semana seguinte ao resultado.































