Estudantes se reúnem no domingo (1º de novembro) em nove estados contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que deixou o Brasil após perder a eleição e escreveu uma carta golpista na qual se disse o "verdadeiro presidente eleito" do país, ignorando o resultado das urnas.

A manifestação é organizada pela União Nacional dos Estudantes (UNE). Acontece em Maceió, Manaus, Goiânia, Cuiabá, Belém, Recife, Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Paulo, de manhã e à tarde, e chega a Salvador na segunda-feira (2 de novembro).

O nome do ato, "Brasil com S", remete à carta golpista de Flávio, publicada na quarta-feira (28 de outubro), que trazia um brasão com "Estados Unidos do Brazil", grafado com "z". Numa versão revisada, "verdadeiro presidente eleito" virou "líder do Brasil".

Segundo a UNE, o ato também celebra a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e busca posicionar a categoria estudantil na defesa da democracia e da soberania nacional.

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Em convocação para o ato de São Paulo, na Praça Roosevelt, a entidade publicou nas redes: "Iremos às ruas defender a integridade do nosso processo eleitoral e a soberania do nosso povo e do nosso país! Não aceitaremos ataques à nossa democracia!"

Lula venceu o segundo turno, realizado em 25 de outubro, com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio. A virada do petista, que havia ficado atrás no primeiro turno, veio após intensa mobilização nas ruas e nas redes.

Estudantes já tinham feito atos pró-Lula em Minas e outros estados ainda na campanha do 2º turno.

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Depois da derrota, Flávio foi para os Estados Unidos. De lá, ele pode ficar inelegível por oito anos em razão do conteúdo da carta, que levanta suspeita de fraude sem apresentar provas.

O que acontece agora

Depois dos atos do domingo e da segunda-feira, a UNE não informou se há nova data de mobilização marcada. O próximo passo do calendário eleitoral é a diplomação dos eleitos, até 18 de dezembro.

Depois vem a posse do presidente reeleito, em 5 de janeiro de 2027.