O Honda CR-V vendeu mais de 226 mil unidades nos Estados Unidos no primeiro semestre de 2026, a maioria com motor híbrido. No Brasil, a Honda emplacou só 133 unidades do mesmo SUV neste ano, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico.
O carro foi aprovado em espaço e equipamentos no teste do g1, mas isso não evita o fracasso comercial. O preço de R$ 353,5 mil não é desculpa: no Brasil, consumidores compram SUVs nessa faixa de preço e até mais caros.
O BYD Atto 8, elétrico lançado em março de 2026 por R$ 399 mil, mais caro que o CR-V, já emplacou 1.231 unidades.
O problema está na vizinhança de preço em que o CR-V acaba competindo. A faixa de R$ 353 mil o coloca ao lado de utilitários premium como BMW X1 e Volvo XC40.
Fica bem acima de híbridos chineses como BYD Song Plus e GWM Haval H6, que entregam desempenho parecido, e mais autonomia elétrica, por menos.
Na versão híbrida vendida aqui, concorrentes como o Toyota RAV4 e SUVs chineses entregam mais sofisticação pelo mesmo preço ou menos. É um recorte que ajuda a entender por que o comprador brasileiro, nessa faixa, tem optado por outras marcas.
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Já nos Estados Unidos, o CR-V é o SUV mais vendido da Honda.
No teste do g1, o carro melhorou em relação ao antecessor: cresceu em entre-eixos e largura da carroceria, o que ampliou o espaço na cabine. O porta-malas tem 581 litros, e o banco traseiro desliza até 190 mm pelos trilhos no chão.
O encosto é ajustável em oito posições para viagens longas.
A tampa traseira tem acionamento elétrico e pode ser aberta com um movimento do pé sob o para-choque. A função "Walk Away Close" fecha o porta-malas automaticamente quando o motorista se afasta com a chave.
O painel reúne tela digital de 10,2 polegadas e head-up display de 5,2 polegadas, que projeta informações sem tirar a atenção do motorista da estrada.
A central multimídia, de 9 polegadas, tem Apple CarPlay e Android Auto, carregador sem fio e climatização de duas zonas.
Dentro da própria Honda, quem lidera a procura por carro 0 km no Brasil é outro modelo: o HR-V, menor e mais barato.
É uma faixa de preço onde a marca não precisa disputar espaço com concorrentes premium nem com a onda recente de SUVs chineses que chegaram ao país.































