A Colômbia confirmou dois casos de malária em cidadãos que voltaram da República Democrática do Congo, e um deles morreu no sábado (31 de outubro), em Palmira. O Ministério da Saúde colombiano ativou vigilância para descartar outras doenças, como o ebola.
O segundo paciente, de 50 anos, está vivo, isolado e sob cuidados médicos em Cali. O primeiro, de 33 anos, não resistiu à infecção por Plasmodium falciparum, o parasita que causa a forma mais grave da malária.
Equipes de resposta rápida do Instituto Nacional de Saúde (INS) da Colômbia investigam os casos em Cali e Palmira. Durante o trabalho de campo, identificaram mais duas pessoas com diagnóstico prévio de malária em tratamento, elevando para 4 o número de pessoas monitoradas.
Não há, até agora, nenhuma confirmação de ebola nos pacientes. O histórico de viagem à RDC e o quadro febril levaram à checagem preventiva de outras doenças, e as amostras seguem em análise laboratorial.
As autoridades colombianas pediram para a população "não gerar pânico desnecessário", reforçando que o único diagnóstico confirmado até agora é malária. Situação parecida já ocorreu no Brasil em maio, quando uma suspeita de ebola no Rio de Janeiro foi descartada depois de testes negativos.
O que se sabe sobre o surto de ebola no Congo
O pano de fundo da checagem é o maior surto de ebola já registrado na RDC. Desde maio, o país soma 5.026 mortes e 10.351 infectados, com taxa de letalidade de quase 50%, segundo o balanço mais recente do Ministério da Saúde congolês.
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No Brasil, a malária segue em queda, com o menor número de casos registrado em quase 50 anos.
A TV Sim Brasil já acompanhou a escalada do surto no país, hoje o maior já registrado na história da doença. O resultado dos exames que vão confirmar ou descartar outras doenças na Colômbia ainda não tem prazo definido.































