O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez sua primeira aparição pública desde que deixou o Brasil, em uma live transmitida da Flórida na sexta-feira (30 de outubro). Ele negou ser foragido e disse que pretende disputar a Presidência novamente antes de 2030.
Não sou foragido. Não cometi crime nenhum. Minha fuga não é fraqueza, é estratégia.
A frase resume o tom da transmissão, feita por volta das 21h48 (horário de Brasília), pelo Instagram, com cerca de 40 minutos de duração. Flávio estava acompanhado da esposa, Fernanda, e das duas filhas.

"Eu não estou falando de 2030, não. Eu estou falando de antes disso", disse Flávio, ao sinalizar a intenção de concorrer à Presidência antes do fim do mandato de Lula. Ele também questionou a vitória do petista, sem apresentar provas de irregularidades.
Flávio atribuiu a saída do país a uma determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes, que mandou recolher seu passaporte e proibiu o senador de viajar. Ele deixou o Brasil na noite de 27 de outubro.
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Na live, mencionou que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, cumpre prisão domiciliar, e que o irmão Eduardo Bolsonaro também está nos Estados Unidos. Relatou uma conversa com o pai, após ser intimado pela Polícia Federal: "pai, eu sei o que vou fazer".
Segundo Flávio, o jato que o levou aos Estados Unidos custou US$ 150 mil, pagos por um corretor americano. O valor diverge do que apurou a imprensa: o avião usado na fuga custou R$ 414 mil, segundo reportagem anterior.
A autorização de permanência dele nos Estados Unidos é válida até outubro de 2027.
Antes mesmo da live, o próprio coordenador de campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho, já havia admitido não haver provas de fraude eleitoral.
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O episódio também teve desdobramento diplomático: o Itamaraty convocou a diplomata argentina para explicar a ajuda na passagem de Flávio pela Argentina a caminho dos EUA.
O que acontece agora
Flávio soma 11 faltas não justificadas no Senado. Se atingir um terço das sessões sem justificativa, limite previsto pela Constituição, ele perde o mandato automaticamente, hipótese que deve se concretizar em dezembro.
Paralelamente, cresce no Senado a pressão por um processo de cassação por quebra de decoro, com pedidos protocolados desde que ele deixou o país.































