O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou carta aos evangélicos nesta terça-feira (13), a 12 dias do 2º turno. No texto, ele cita a restrição às bets e o fim da escala 6x1 como ações que "abençoam as famílias".
A carta, segundo a Folha, foi antecipada pelo jornal O Globo e é datada de 14 de outubro. Lula diz ter chegado à disputa pelo 4º mandato "com a proteção divina". Ele reforça: "As famílias são a base do Brasil que queremos".
"Não sou evangélico, mas tenho total respeito por quem é", escreve Lula na mesma carta.
Sei que, nas famílias evangélicas, tudo se decide em oração. Por isso, conclamo vocês a pedirem discernimento a Deus para fazer a escolha nesta eleição. Vá às urnas com a consciência livre e com a aliança renovada com o nosso amado Brasil.
disse Lula, na carta aos evangélicos.
Qual é a vantagem de Flávio entre evangélicos?
Pesquisa Datafolha, contratada pela Folha e pela TV Globo entre 29 de setembro e 1º de outubro, com 2.506 entrevistados, mostra Flávio à frente entre evangélicos, com 52% das intenções de voto contra 26% de Lula.
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A margem de erro é de dois pontos percentuais, com 95% de confiança; a pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-08039/2026. Entre católicos, Lula lidera com 50% contra 32% de Flávio.
Em pesquisa Datafolha divulgada em 1º de outubro, antes do 1º turno, Lula tinha 42% contra 38% de Flávio no total do eleitorado, panorama diferente do recorte religioso.
Como fica a disputa pelo voto religioso?
A disputa pelo voto religioso se acirrou nas últimas semanas, com os dois lados buscando o apoio de lideranças evangélicas e católicas. Um boato sobre Nossa Senhora Aparecida virou crise entre aliados de Flávio e de Lula em setembro.
No último sábado (10), Flávio também mirou o eleitorado feminino e evangélico em agenda no Rio de Janeiro.
A Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, grupo de pastores e teólogos, divulgou carta de apoio à reeleição de Lula, classificando a candidatura de Flávio como ligada a um projeto de "autoritarismo" e de "benefícios dos mais ricos", segundo a CNN.
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A primeira-dama Rosângela Silva lançou um comitê de evangélicos e um jingle de inspiração gospel para a campanha. Lula também planeja encontro com pastores e com o deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ).
Segundo o coordenador-geral da campanha, Edinho Silva, as cartas atendem a demandas de movimentos sociais e passaram por revisão do próprio Lula antes de serem divulgadas. "É mais uma carta para que a gente trabalhe o diálogo", disse Edinho.
Há também uma carta endereçada aos católicos, divulgada no mesmo pacote de gestos da reta final da campanha. As duas cartas tentam reduzir a vantagem de Flávio entre o eleitorado religioso a 12 dias do 2º turno.





























