A abstenção no 1º turno das eleições deste ano bateu recorde: 21,08% dos eleitores, mais de 33 milhões de pessoas, não compareceram às urnas no dia 4 de outubro. Um novo recorte da pesquisa Datafolha divulgado nesta sexta-feira (9) detalha os motivos.
Entre quem não votou, 19% apontaram viagem ou não estar na cidade como razão, e 18% citaram saúde ou doença. O desinteresse pela eleição, pelos candidatos ou a falta de candidato de preferência apareceu na resposta de 13% dos ausentes.
Os demais motivos: 9% disseram estar trabalhando, 7% não tinham documentos, 6% moravam longe do local de votação e 5% tinham outros compromissos. Fila ou local cheio e idade avançada foram citados por 4% cada, outros motivos somaram 17% e 3% não souberam responder.
A pergunta sobre os motivos é espontânea e múltipla: as opções não são apresentadas previamente aos entrevistados, que podem indicar mais de uma razão para a ausência.
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Como foi feita a pesquisa
O Datafolha ouviu 2.520 eleitores entre terça-feira (6) e quinta-feira (8) de outubro, em 153 municípios das cinco regiões do país, com entrevistas pessoais em pontos de fluxo populacional.
A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento foi contratado pela Folha e pela TV Globo e está registrado no TSE sob o código BR-02949/2026.
O que isso pesa no 2º turno
A abstenção é variável importante no confronto entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT): no 1º turno, a taxa de não comparecimento foi a maior desde 1998, segundo o TSE, enquanto Flávio teve 47,03% dos votos e Lula, 45,16%.
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A diferença entre os dois é uma das explicações usadas para a dianteira do senador, e reduzir a abstenção virou aposta da campanha petista.
A mesma leva de pesquisas do Datafolha já trouxe a primeira simulação de 2º turno, com Flávio à frente de Lula.
Disputar o eleitor que ficou em casa no dia 4 é parte do que as duas campanhas vão tentar até 25 de outubro, data do 2º turno.





























