O Partido da Causa Operária (PCO) orientou seus filiados a votar nulo no segundo turno, disputado entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). A decisão veio da 39ª Conferência Nacional do partido, no domingo (11), segundo o Correio Braziliense.
O posicionamento oficial foi divulgado em nota nesta segunda-feira (12). Na conferência, o candidato derrotado do PCO à presidência, Rui Costa Pimenta, defendeu o voto nulo e criticou o PT.
O PT fez uma aliança com aquilo que tem de pior no regime político brasileiro, que é o STF. O PT compactuou com o atentado do STF contra os direitos democráticos da população. Ele não é um candidato de oposição que representa a oposição das massas ao regime político.
Para o PCO, Lula chega à disputa como representante de "um bloco que reúne o petismo, setores do STF e da direita tradicional", comprometido com a "política do grande capital", segundo nota do partido.
No primeiro turno, Rui Costa Pimenta teve 0,01% dos votos válidos, total de 15.024 votos, e ficou em último lugar entre os presidenciáveis.
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Como fica o apoio dos derrotados no 2º turno?
Os candidatos derrotados do 1º turno se dividiram no 2º turno. Do lado de Lula estão Samara Martins (UP), Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU); com Flávio Bolsonaro, Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Clariana Barão (DC).
O cenário mais amplo também pende para Flávio: ele já tem o apoio de 10 governadores eleitos, o dobro dos 5 de Lula.
O PCO orientou voto nulo em 2006, 2010 e 2014, contra as candidaturas petistas de Lula, Dilma Rousseff e Fernando Haddad. O partido só voltou a apoiar o PT após o impeachment de Dilma, em 2016, defendendo Lula em 2018 e 2022.
Em 2026, o PCO rompe esse padrão pela primeira vez em três eleições.
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O partido também enfrenta outras frentes: a Polícia Federal investiga a legenda e Rui Costa Pimenta por suposto desvio de verba eleitoral.
Em Minas Gerais, o TRE barrou todas as candidaturas do PCO no estado em setembro.
O que acontece agora
O segundo turno da eleição presidencial acontece em 25 de outubro. Até lá, Lula e Flávio Bolsonaro seguem disputando apoio de partidos, governadores e dos candidatos derrotados que ainda não se posicionaram, caso de Renan Santos (Missão) e Wilson Grassi (Democrata).





























