A Aclara Resources elevou em 78% o custo de uma refinaria de terras raras na Louisiana, nos Estados Unidos, para US$ 494 milhões, cerca de R$ 2,5 bilhões. A unidade vai processar minério do projeto Carina, em Goiás, segundo a CNN Brasil.
A atualização foi anunciada nesta terça-feira (13), após a conclusão dos estudos de engenharia básica do projeto, batizado de Dynamo. Segundo a mineradora, o aumento reflete a ampliação da capacidade industrial e o maior detalhamento dos custos de construção.
Com as mudanças, a produção projetada de óxidos separados de terras raras deve crescer 157%, de cerca de 1.265 para 3.255 toneladas por ano, considerando os projetos fornecedores em plena capacidade.
A Aclara pretende iniciar a preparação do terreno no primeiro trimestre de 2027 e concluir a construção no segundo semestre de 2028. O cronograma depende da obtenção de financiamento, segundo a empresa.
Por que o Brasil é peça central nessa refinaria?
O Brasil entra na refinaria pelo projeto Carina, em Nova Roma, no nordeste de Goiás, o principal ativo mineral da Aclara. A mina vai produzir um carbonato misto de terras raras de alta pureza, enviado aos Estados Unidos para separação em óxidos individuais.
O memorando assinado com o governo de Goiás prevê R$ 2,8 bilhões em investimentos e cerca de 5.700 empregos diretos e indiretos na região, segundo a Revista Mineração.
Publicidade
É o primeiro projeto do tipo a declarar reservas no mundo. O interesse por minério brasileiro cresce em meio à disputa global para reduzir a dependência da China, que domina o refino do setor.
Reportagem da TV Sim mostrou que o Brasil tem a 2ª maior reserva de terras raras do mundo, mas extrai muito pouco. O Brasil ainda exporta quase todo o minério que extrai como concentrado bruto, sem processamento, destinado majoritariamente a refinarias chinesas.
O mesmo movimento levou os Estados Unidos a elevar o aporte na compra da Serra Verde, mineradora brasileira que virou americana, hoje a única mina do país em operação comercial.
Na semana passada, a China também passou a negociar investimento em outra mina brasileira do setor. Em setembro, a Lynas havia comprado um projeto de terras raras em Poços de Caldas (MG) por R$ 3,5 bilhões.
O que acontece agora
A Aclara ainda depende de licença para avançar com a implantação do Carina, em Goiás, e de financiamento para a refinaria nos Estados Unidos. A conclusão das obras na Louisiana está prevista para o segundo semestre de 2028.





























