O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou atacar os houthis do Iêmen depois das eleições de meio de mandato de 3 de novembro, em post na Truth Social nesta terça-feira (13). Ele culpa o grupo pela alta do petróleo.

"Alguém deveria explicar a eles que eu não estou concorrendo às eleições, eu já ganhei, com uma vitória esmagadora, mas estarei lá depois das eleições, e jamais me esquecerei", escreveu Trump, segundo o Metrópoles e a Valor.

A declaração veio após uma onda de ataques houthis à Arábia Saudita. De acordo com a Valor, o grupo atingiu o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, matando ao menos 13 pessoas.

O ataque feriu mais de 300 pessoas e fechou o espaço aéreo sobre a capital saudita. Trump classificou a ofensiva como "inaceitável" no sábado (10), segundo a CartaCapital.

Trump também disse a repórteres que poderia pedir ao presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que interviesse em apoio aos interesses sauditas. "Acho que o presidente Erdogan faria o que eu pedisse", comentou, de acordo com a CNN Brasil.

Por que os houthis atacam a Arábia Saudita agora?

Os houthis retomaram os ataques depois que a trégua com a Arábia Saudita foi rompida no segundo semestre de 2026, segundo o Metrópoles. Desde então, o grupo expandiu o controle sobre o norte do Iêmen.

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O grupo controla partes do Iêmen desde 2014, no início da guerra civil que já dura 14 anos, e é apoiado pelo Irã. Em setembro, ampliou o cerco ao estreito de Bab el-Mandeb, rota estratégica de petróleo.

Hoje domina quase todo o acesso do país ao Mar Vermelho.

A escalada no Iêmen pressiona o preço internacional do petróleo, e o efeito chega ao Brasil pela cadeia de combustíveis. Veja os números por trás da crise:

Nenhum desses números garante alta automática na bomba brasileira: segundo análise do Piranot, o repasse depende do câmbio e de decisões comerciais da Petrobras e das distribuidoras. Os mesmos ataques já pressionavam o diesel no Brasil havia quase três semanas.

Do lado houthi, a resposta veio de Mohamed Al Bukhaiti, membro do escritório político do grupo, à agência AFP.

Se os Estados Unidos se envolverem na agressão contra o Iêmen, não hesitaremos em responder; haverá, na verdade, uma resposta rápida e dolorosa contra os Estados Unidos e todos os seus interesses na região.

A fala, reproduzida pela CartaCapital, veio depois de a Arábia Saudita aparentemente pedir ajuda militar aos Estados Unidos. Segundo a Agência Brasil, o Irã se ofereceu para mediar o conflito, enquanto os Emirados Árabes Unidos cobram uma resposta regional conjunta.

O que acontece agora

As eleições de meio de mandato acontecem em 3 de novembro, data que Trump citou como o marco para agir. Até lá, o governo americano avalia se intervém militarmente ao lado dos sauditas, segundo a Agência Brasil.

O ataque desta semana foi o segundo contra o aeroporto de Riad em menos de dois dias, e elevou ainda mais a pressão sobre o mercado internacional de petróleo.