O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), disse nesta terça (13) que o partido acertou ao declarar neutralidade no 1º turno. Em entrevista ao O Globo, ele defendeu a aliança com o senador Flávio Bolsonaro (PL) no 2º turno, dia 25 de outubro.
"Seria um erro se tivesse apoiado o Lula", disse Nunes, que se apresenta como um dos primeiros aliados de Flávio dentro do MDB.

Segundo o prefeito, seu papel foi mostrar aos integrantes do MDB que apoiar Lula não seria um bom caminho. O partido ocupa três ministérios no governo federal e optou por liberar os diretórios estaduais para apoiar livremente no 2º turno.
"[Flávio] me convenceu de que estava bem intencionado para fazer uma boa gestão, e que era um nome forte para tirar o PT, que vem fazendo uma gestão péssima, particularmente com a cidade de São Paulo", disse Nunes.
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Nunes nega que o MDB vá pleitear cargos em um eventual governo de Flávio.
"Não participei de nenhuma conversa sobre isso, não teve nada sobre isso. Eu garanto que em nenhum momento teve nenhuma condição para apoiar ou uma sugestão de nome para ministérios", afirmou o prefeito.
O que o apoio do MDB mostra no tabuleiro do 2º turno
O apoio de Nunes expõe a divisão dentro do MDB: pelo menos 17 diretórios estaduais já fecharam com Flávio no 2º turno, incluindo os quatro estados do Sudeste e os três do Sul.
A resistência maior está no Norte e no Nordeste, regiões historicamente próximas de Lula. Uma ala pró-Lula do partido, puxada pelo ex-governador do Pará Helder Barbalho, articula apoio à reeleição do presidente, o inverso do que Nunes defende em São Paulo.
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O MDB não apoiou nenhum candidato à Presidência no 1º turno, como mostrou a formalização do apoio de 17 diretórios a Flávio na semana passada.
O que acontece agora
Flávio Bolsonaro se reúne nesta terça (13) em São Paulo com o MDB para tratar da aliança. Nunes diz que agora vai se dedicar só à campanha de Flávio, após dividir atenção com as campanhas de Tarcísio e das chapas legislativas no 1º turno.
A dobradinha entre Nunes e Flávio já havia aparecido antes na estreia de campanha do senador em São Paulo, e o governador Tarcísio também já havia articulado apoio de outros quatro partidos a Flávio no estado.





























